Light on

Na verdade eu nunca disse grande coisa…
Talvez por ter medo do que possa dai advir, por apenas poder não ser suficiente, ou mesmo perceptível.
Assim como tu, também até hoje nunca o fizeste, mas na verdade as coisas também não precisam fazer grande ressonância, nem tão pouco que as grandes e as cucas confusas espalhem aos sete ventos.
Na verdade, nunca disse muito porque sempre existem alguns “abutres” e “ladrões” nas “nossas costas”.
Mas eu talvez queira, ou precise mostrar o que há de bom em mim, de me fazer notar, de fazer a terra vibrar em concordância de um simples bater de asas.
De sair fora do padrão das comparações.
De fugir a uma reacção básica de existência de todos que é “mascara-mos” os outros com os enfeites que gostaríamos de ver, ou até mesmo de ter mantido!
Na verdade passamos a maior parte das nossas vidas a substituir lugares, pessoas, sentimentos mas por ironia do destino continuamos praticamente sempre no mesmos sítios, nos mesmo lugares apenas com a ligeira diferença de o termos camuflado com pessoas de gostos semelhantes e paisagens mais atraentes.
Na verdade isso explica muita coisa, e deixa outras tantas ainda mais confusas…
Existem muitas coisas que se pensam mas não se dizem e é no meio desse silêncio que se constrói as grandes histórias. (a maior parte delas acabam na gaveta)
Na verdade as coisas não têm nada de trivial, até porque nunca podemos julgar o que acontece dentro dos outros, podemos tentar decifrar mas nunca concluir, pois um dia acabam por surpreender.
Eu de facto nunca disse muito, mas quando falo das pequenas felicidades certas e incertas que estão diante de cada “janela”, uns dizem-me que essas coisa não existem, que são fruto da imaginação, outro curiosamente afirmam que as mesmas só existem diante da minha janela, mas finalmente o que eu procuro é alguém que me diga que é preciso aprender a olhar, para poder velas assim.
Na verdade tudo o que peço é um momento, onde possa escolher as palavras, onde possa explicar que as coisas não são assim tão redutoras, que nada se resume a um simples capricho de menino mimado que as coisas vão mais longe, de deixar bem claro que nem eu sei bem o que se passa…
No fim, ou até bem no fundo eu posso não ser ninguém, ninguém interessante ou ser uma espécie de anarquizar as coisas, de aprender que não se estando distraído é preciso sair para que a carta chegue, mas tudo o que eu não quero ser é um mero espectador…
Até porque só irei exigir de cada um o que cada um pode dar, simples deixarei as coisas nas mãos do improviso…
Na verdade, não faz assim grande diferença acreditar nesta doce loucura….
Ou terminar em silencio….
Um dia, lá para o fim do futuro,
alguém escreverá sobre mim um poema,
e talvez só então eu comece a reinar no meu Reino.
Breaking The Silence
FIREWIND
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