Loucura!
E do lado de dentro, olho, observo, com um único olhar novo e eterno – quanto dura um dia? Escrevo no tempo tentando contrariar o dia em que não pertenci. Rescrevo e rasuro na ténue tentativa de salvar algumas estrofes, acrescento vírgulas, retiro os pontos finais e no final reticencio, com o mesmo sabor de todas as vindas. Historia perfeita, por onde deslizam os encantamentos em versos dos nossos defeitos perfeitos, com cheiro de quem quer ficar em uma qualquer eternidade … Um nunca terminar de várias estações que se esqueceram de anoitecer, fazer da vida um faz-de-conta, pedaços de sonhos inteiros… Tenho a mania de acreditar no impossível, nos “impossíveis”, almas invisíveis que descompassam os ritmos, em uma quase sorte! O meu cenário em um vão de uma falta seguinte, o meu palco onde te enceno, por entre quase um silêncio que te exclama! Mesmo que a noite não grite, que tente desfazer horizontes em um pulsar de lentidão, os Eus entrelaçados por entre os inacabados nuncas, já mais se...