Monsters away,
Antes que todas as luzes do palco se apaguem, que se varra o chão e o pano caía, Antes que o tempo esfumace e a preocupação atormente o futuro, não valerá apena rever os enganos ou privilégios, inocentes ou culpados, esse tempo já passou. Os castelos e os baralhos, as indecisões e incertezas tomaram o seu caminho no comboio da meia-noite, mudaram o amanhã, e voltaram para casa para ficar. Por teimosia, rabugice, persistência, capricho ou apenas porque sim, o brilho começou a mostrar a sua graça, a aconchegar a roupa e a dizer boa noite ao fechar da porta. E antes que o medo se encoraje, que as cores do arco-íris acalentem as pessoas passando, que os bons dias sejam espontaneidade, mesmo que tudo o resto seja um macambuzio “vai à m*rda”! Às vezes tudo o que a vida precisa é de algo que é aparentemente simples, mas tão raro, ela não precisa de um qualquer beijo, de um qualquer querer, de um qualquer ficar, precisa apenas de um simples toque sincero e real. De um “-Não vás”, de um só mais...