Fomos tão longe só para cair!
Eu era a pressa de um final estonteante em um entardecer que se queria para sempre. Fomos eternos até o tempo fugir, não almejávamos qualquer outro amor que não fosse assim. Fomos únicos na vida um do outro, fomos estranhos e cúmplices, confiança e desilusão. Sonhos e promessas, em fogo lento, tínhamos asas e química, tínhamos o querer e a dúvida, onde a vontade não venceu. Cobardes de uma tentativa esquizofrénica, o primeiro voo de um tempo de ilusões e sentimentos de verdade, tão verdade que de alguma forma se sobrepõem às desilusões, às mágoas e indefinições e dessa forma arriscaria a dizer que nada, rigorosamente nada é tão nosso como esse “querer”. “Se precisas forçar é porque não é do teu tamanho!” e esse é o preço de quem desafia a lógica. Amar não chega! E é por isso que na receita do “nosso para sempre” se junta o carinho, a amizade, compreensão e respeito. Fomos o mais imperfeito conto de fadas, mas certamente o mais verdadeiro. De uma forma estupida a v...