No sense

A vida corre!
Passa tão de pressa, que dificilmente temos folgo para a acompanhar.
E quando por ventura inspiramos fundo tudo se esvai e vamos continuando fechados na nossa “caixinha de fósforos” …
Vamos ficando pela estrada infinita, esperando de que tudo acabe como uma noite encantada que vai ficando para o resto da vida.
Escondemo-nos no tempo, assim como os dias vão passando de forma leve e banal…
É fácil ir passando por cima do “calendário”, difícil é faze-lo com Alma, difícil é ganhar coragem para que nem que seja por uma noite sejamos donos do céu.
Muitas vezes deixamo-nos ir ficando, perdendo o fulgor, deixando cair aqui a e ali, porque temos receio de perder…
Vamos ficando com as “mãos vazias”, fingindo não ter medo, mentindo em segredo.
Tudo é tão relativo, que enquanto não há amanhã, vou aproveitar para dizer e sentir tudo aquilo que me vai faltando, aqueles gestos que nunca são iguais,
Dizer claramente que gosto de ti, que “viras-te” a minha vida, que gostaria de ficar contigo entre uma espécie de céu e um pedaço de mar, sem me preocupar com os avisos nas portas, com pesos na consciência, ou o diabo a sete.
Não me preocupar por que “corredores” sigo, e esquecer-me por onde fui estando.
Deixando o que está para lá do muro para quando um dia lá chegar, se chegar.
Enlouquecer de vez se assim o entenderem, mas não deixar que o tempo passe por mim, ser eu a passar por ele.
Ter coragem de “incendiar” a minha “caixa”, para poder reeditar tudo de novo, mesmo que no final acabe tal e qual como se do inicio se trata-se, “who cares”! Não é o destino que importa, é os caminhos que fazemos para lá chegar…
Contrariar a parte da letra que diz “The more things change, The more they stay the same”.
Deixar de ser tão importante para números, conversas sociais e uma serie de compromissos inadiáveis… ser mais importante para ti, para o teu olhar, o teu sorriso, o teu querer e sentir….
Arranjar tempo para te abraçar, parar para perceber as obras de Descarte e Kant, saborear o por do sol em uma praia qualquer, ficar em silencio apenas com um olhar, não importa onde, nem quando, apenas ficar.
Dançar uma bossa nova na areia, acompanhado pelo balançar silencioso da lua…
Observar naquilo que nunca tinha reparado, aliás agora que penso nisso na verdade eu nunca reparo em nada, falta de tempo!
Seguir os gritos, que me dizem o que a vida tem de melhor, Beijar-te até ficar sem ar…
Não questionar se “chegas-te” por uma Razão, por uma Estação, ou por uma Vida Inteira...
Até porque amanhã pode ser tarde, e tarde nunca se “chega”…
Existem “encontros” que “precisão acontecer” e ter tempo e espaço para eles é tão importante como o ar que respiramos.
Não ter sentido, é fazer da vida um “amontoado” de dias para os quais não tivemos tempo, e lamentarmo-nos por isso sem nunca ter mexido uma palha para que a “historia” tenha um final diferente.
Não ter sentido é desculparmo-nos com a “vida corrida”….
Porque o pior de tudo (…), o pior de tudo era que se tudo termina-se agora, já neste instante, eu ficaria desolado por não ter arranjado um jeito de estar contigo, e quando as coisas supostamente fugissem do meu controlo alguém certamente não teria tempo de deixar pelo menos ver-te…
Sick of it All
Black Label Society
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