Monossílabos



Hoje de regresso a casa senti um vazio, foi de facto um dia longo…

Por vezes a tristeza abate-se sobre nós sem sequer bater à porta, assim como um dia de chuva…

Estou cansado, esta parte complexa de sins e nãos que me faz esconder por detrás da ideia de quanto posso sentir.

Por algum motivo senti-me desprovido de qualquer reacção, não é suposto causar tamanha confusão.

Senti vontade de te pedir um simples abraço, mas acabei por não ceder ao meu desejo por receio, porque sabia que se o fizesse te iria abraçar com força e pedir-te para ficares assim.

Continuo a achar que não sou grande coisa nas meias palavras, dou por mim por delicadeza, ousadia, ou “pura estupidez” a pensar que não importa o quanto eu me importe com o seu “tamanho”, pois por mais delicadas e frágeis que possam ser, vão sempre ter “dois lados”.

Herói é aquele que faz o que julga ser necessário fazer disposto a enfrentar as consequências…

A vida é como uma caixa de chocolates em que podemos fazer tudo ou nada, assim como uma consequência da maneira como vivemos, de pensamento em pensamento, de sensação em sensação com um tal estrépito sentido.

Eu não sei se tem para ti algum valor, mas mesmo que hoje as palavras não fluam com a velocidade de outrora…

Uma espécie de embargo, faz com que o que pense não seja reflexo do que escrevo.

As coisas por vezes evoluem por um caminho que “não queríamos” que seguissem, mas algum motivo isso terá, recordo agora uma conversa que já tem uns largos meses em que alguém me dizia que ou nós controlamos os nossos actos ou eles vão acabar por nos controlar a nós.

Não quero culpar ninguém, nem posso, são apenas circunstancias da vida, mas a verdade é que falta-me a noção do tempo de realismo para perceber de imediato o quão ridículo me posso deixar cair.

Detesto escolher do que supostamente abdicar e de não deixar de tentar, agrada-me ou menos a singela noção de que valerá a pena.

Não busco coisas eternas para a minha vida, procuro sim momentos que me façam sentir gente, um somatório de acontecimentos que me mantenham um sorriso nos lábios.

Às vezes gostava de poder sair de mim, e ficar assim de fora, a olhar para o que efectivamente só conheço por dentro, gostava de olhar para os meus olhos e ver o que eles transmitem.

Hoje foi tudo muito confuso, parece que quem está a precisar de um período de carência sou eu!

De perceber o que faço depois com os “estilhaços” que sobrarem, como se arrumam as coisas…

Hoje senti-me assim, vazio, triste…

...mas por favor, não me peçam grandes explicações, justificações ou respostas complexas…


...Que eu (hoje) sou mais bolos…


Broken
Seether

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