Penso, logo insisto...
Eu poderia começar a sonhar, mas isso não ira mais terminar. E não posso deixar que este leve sentir, altere o sentido, ou que castigue de alguma forma a inércia. Por isso esta noite, vou ficar a escrever, enquanto a termino sozinho, e consiga vencer este longo caminho. Será, que ainda me resta tempo? Mais uma noite em que a cidade parece dormir, e na calma iluminada pela luz do candeeiro lá fora, apercebo-me que é da névoa que construo a minha estrada, que é pela memória das mãos que tento exprimir tudo… E que noves fora nada. Muitas vezes aquilo que escrevemos ou dizemos, não é o que chega ao outro lado da “linha”, por vezes o sentido crítico passa por cima de coisas relevantes apenas porque não queremos ser confrontados. Às vezes pergunto se o que resta de mim é apenas um amontoado de ideias e palavras. Sei que há coisas na nossa vida que não acontecem por acaso, nem tão pouco são obra do destino, são sim um puro estado de “espírito”. Há algum tempo, que os medos interiores se agiga...