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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

#justreal

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O teu olhar como um tiro, no calor da noite, atinge-me e tu trazes escrito perigo! Em um arrepio de espinha sussurras-me “Meu!” Moves-te lentamente como desejo, sem folgo ou gota de sangue e na tua mais sombria dentada aproximas-te deixando-me excomungado. Os teus passos vestem querer e como alguém que não se consegue conter sinto a tua vontade corromper-me as entranhas e com uma fome do momento, de quem se perde, puxas-me no exato instante em que as roupas espalhadas coram, entre a posse e o amas-me. Naquela hora perfeitamente incerta em que o fim do dia se torna em um completo início de vida, no vestígio dos teus dedos na pele do meu corpo. Sem pressas ou dúvidas, sem remédio ou salvação, apenas verdade e querer que amortece os sentidos, devagar na intensidade da luxuria. Leva.me um pouco mais fundo, alem dos sentidos, nos mais obscuros venenos que embriagam as veias deixando-as no prazer do despojo e cansaço, no sorriso de pequenas explosões que quebram todas as barreiras, queimam t...

Anteontem e a trela do cão.

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  Poderia começar por qualquer estória já inventada de final feliz, qualquer conto encantado, por algum encantamento desencantado, ou apenas pelo começo. Poderia começar pela alegria estapafúrdia do sabor das paixonetas, ou das noites, ou dos dias, ou simplesmente de te ver dormir feliz, momentaneamente feliz… Ou poderia começar já pela parte menos boa, dos momentos de trovoada, de rezinguice e de pausa na vida, (se calhar despachávamos já isso), mas esses como os sonhos pouco sorridentes também seriam uma insignificância. Poderia começar pela parte em que só pelo olhar sabemos que se um “diz mata, o outro diz esfola”, que o sorriso de cumplicidade sabe que não importe o quê, será sempre o porto de abrigo, um pouco de Deusa e tudo de mulher. Poderia até perder tempo e começar pela parte de todas as loucuras que fizemos até o Universo dizer: “- Está na hora!” e o “acaso” ter juntado aquela trela com o teu querer, e aquele teu querer com a minha vontade, mas essas apesar de t...

Lookalike... A MEMORY!

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E se voltássemos para aquelas noites de verão, no exato sítio do efémero pálido ponto azul em que trocamos o olhar pela primeira vez, em que a estória se fez com pedaços de filmes e romances inabaláveis de queres eternos que, teimosamente, teimam em não ir. Vamos voltar lá, ou qualquer coisa parecida, Parecida com aquele momento em que o desejo se mostrou entre o frenesim das luzes da cidade, e um beijo fugiu da razão e com uma velocidade pseudoerótica se fez sentimento. E se voltássemos ao tempo em que o toque era mais importante que roupas pelo chão, em que o improviso transbordava, as gargalhadas, os olhares, as conquistas, ao tempo em que as estrelas eram o limite e os sonhos o guião. Não é possível mudar o que foi feito, e seria uma tolice entrar em competições quando na verdade já ganhamos todos os trofeus. Não importa muito as tentativas do mais ou menos, do passar dos dias será sempre um fugaz fechar de olhos e aroma a querer, será sempre qualquer coisa parecida com o...