Who knows





Como diria O Roque e a Amiga no saudoso Pão com Manteiga:


A dúvida assaltou-me, levou-me o relógio, os anéis e até a carteira o que tem a sua parte chata, porque o passe social dá-me bastante jeito!

Pois é! Vinha eu tão bem descansadinho na minha vidinha normal, quando eis que se não Pumba, foi mais ou menos como levar com uma bigorna na tola…

Dei por mim a deambular no meio desta encruzilhada, a parecer um autentico corrector ortográfico, passando o tempo a tirar “as vogais e a colocar acentos”, agora sim, agora já não!

Isto é que vai uma crise!

É que hoje mais que em qualquer outro tempo há qualquer coisa que me faz ficar como que ligado à máquina, deve ser falta de açúcar no sangue.

Há qualquer coisa que… Eu sei lá! E isso é que é uma porra!

Dou por mim a pensar que não há muito mais a fazer se não deixar-me ir, que às vezes tudo é breve como um floco de neve, ou como uma gota de loucura que faz oscilar o nosso mundo.

Se ou menos existisse um gesto solto, ou a ajuda do publico, quem sabe os 50/50 as coisas
tornavam-se mais fáceis.

É que eu posso e sou chanfrado “das pontas”, mas dai a ter que ser totalmente irracional! É capaz de ir uma distância considerável, uma distância entre o silêncio e a voz.

São muitos dias em que me posso perder em vão, a acalentar de saber ao certo quem és…

Pelo menos um pensamento teu, que pode ser assim como um segredo meu, que te faça sair dessa toca onde te escondes tanto.

Dá-me um gesto que me diga mais do que uma equação diferencial, uma palavra que me salve do que o medo fechou.

Às tantas já nem sei por onde é o Norte e Sul de que lado está a razão, a vida tem destas voltas estranhas.

Simples, bastante simples e o pior é que até deve ser (xiça)

Pelo meio pode ser que eu gagueje e que volte a ter outra quebra de tensão, que não saiba o que falar.

Aliás eu nunca fui grande coisa a falar, baralho-me todo (se ou menos eu tivesse feito a 4ª classe, caramba!)

Esta história das dúvidas é uma treta! Acabamos sempre por pôr de parte aquela “volta ao Mundo”

Que tudo vai ser o que tempo assim o entender.

Com um sorriso nos lábios vou-te contar um segredo, Eu sei que sabes que sim (bolas agora até parecia a Odete Santos: - Eu sei, que vocês sabem, que eu sei, aquilo que vocês sabem … Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura).

A destreza das duvidas, como eu gostava de compreender, de ter a solução, que pelo me digas quem eu sou…

Da próxima vez provavelmente a contra gostos vou ficar no meu canto e não me mexer, vou ficar como uma personagem que protagoniza uma cena errada.

Quando da próxima vez o que eu queria era ficar em contra pé… e “reaver o meu passe social”!

Quem sabe? Pelos vistos eu não…

Da próxima vez estou preparado para o que der e vier, mas até lá vou continuar aqui ligado à máquina.


Nota:
Este texto foi patrocinado pelos pacotes de açúcar Nicola, e mais informo que tem um período de carência de 24 horas.



Caught Somewhere In Time
Iron Maiden

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