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A mostrar mensagens de fevereiro, 2026

The forever kind of spark

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  O verão chegou à nossa varanda, sem máscaras ou vergonha, sem promessas, que as promessas têm tendência a criar expectativas e essas vulgarmente tendem a borrar a maquilhagem.   Sem grandes alaridos ou desculpas, sem cobranças, desgastes ou frustrações, sem reprimir a pele.   Sentou-se ao nosso lado e desabafou, desabafou das traquinices da lua, sussurrou todas as sortes, todas as aventuras e descomplicou.   Contou dos abraços, dos passeios à chuva, do passar dos dias e das razões que se foram embora.   Aconchegou todos os teus medos, o teu gostar e do baloiço do canto sem medo lançou todos os feitiços de carne, de sangue ou química.   Disfarçou no pôr do sol os quereres esporádicos e desejáveis que propositadamente preenchem o teu olhar.   Sossegou todos os teus ruídos e sem pressas encurtou os espaços entre nós, de forma incomum, livre de interpretações, puxou-nos para o eterno sentir, encorajou-nos ao afeto e soprou para longe todos os encontros q...

Paint me Black and Blue…

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    Hoje passei à tua porta, o acaso levou-me lá, o sem querer ou o destino,   Como é que foi possível? A surpresas do momento estagnou-me do outro lado da calçada.   De olhar terno, senti o teu cheiro, o coração acelerou e vi-nos passar de mãos dadas, O tempo não passou por ti, continuas com aquele sorriso de criança, que me fazia sentir peculiar, que me fazia apostar que tinha um lugar especial na tua vida e que ainda hoje fazes questão, de algures por aí, de o guardar, que fazes questão de o revisitar, quando o dia fica tristonho, ou apenas quando precisas lembrar-te do que era espontâneo, do que era ser puro, do que é ser especial. Continuas com aquele caracol no teu cabelo, com aquela Áurea de Princesa Andaluza.   Senti falta do som do mar e senti a tua falta, senti a falta daquele passar do tempo, das conversas.   E respirei, respirei com a calma de quem sabe que alguma coisa ficou, que este estranho sentimento de que estaremos para sempre ligados,...

So go ahead…

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  Então vai em frente e odeia-me, odeia-me com todas as tuas forças, abomina-me, continua a estrada. Rasga todas as fotografias e de sorriso sarcástico, diz a todos os teus amigos a loucura que foi, desdenha, que foi uma parvoíce, que não teve interesse. Dei-ta fora, Deita fora o pedaço que quebrou, deixa-me ser o infame, ou então simplesmente sorri lembrando.  Força, detesta-me, sem problema, se for isso que te faz respirar, ficarei com todas as culpas, ou pecados, serei o rude, o insensível. Amaldiçoa o meu nome, queima todos os textos, chame-me palavrões, promete que não passou de um querer psicótico, acusa-me de ter desistido, ou de ter tentado tudo. Faz as malas e grita, grita o quanto doeu, ou o quanto ainda desejas. Sorri e exclama “que estupidez!”, vira as costas e não voltes mais, xinga todos os desejos, ou o quanto gostei de ti, reitera o final, que não foi nada. Vamos, odeia-me, esquece-me e não me dês importância, arranca-me desse coração, faz de ti a P...

Cais 37,

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    Não queiras para o resto dos teus quereres menos que um intenso e longo romance, sem pressas, sem pedidos ou teres que constantemente provares, Não queiras menos que uma noite que vire casa, ou uma vontade onde apenas o final seja feliz, Sem medo do fim, chega mais perto e bem de perto deixa-te enfeitiçar pelo momento de gargalhadas de coisas ingénuas, mas não simplórias, deixa o coração acelerar e saboreia todos os sabores, todos os sabores do meu respirar. Aprende a parar, a sacudir os dramas, a guardar no bolso aquele segredo.   Fica entre o que vai e o que fica, sem puxares demais nenhum lado, não fiques presa ao ontem, nem correndo incessantemente para o depois e entre o que pesa e o que passa, dá pulso à vontade.   Chega mais perto, sem fazeres anúncio e de perfume suave, ajusta as contas com o azar, com as conversas tristes.   Não queiras menos que o toque suave da mão, do encosto do rosto e no meio de uma qualquer festa deixa esta música ser teimosam...

E este tudo assim…

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  A cidade pede freneticamente vida, entre o reflexo de um céu de néon e um modo leve em rotação. Sem agenda, de entre os batimentos equilibrados e as notificações do coração, a viagem que me leva a ti, Sabes? Cada vez que pensas, sente-se aqui e as cicatrizes sussurram “-Vai…”. As vontades passam aceleradas, querendo ser mil por hora, entre o silencio do sofá e o alarme do teu toque. As luzes dos postes refletidas nas paredes, iluminam o compasso da tua elegância e os  desejos de mais momentos e de menos medos de tropeços, viajam sem rumo. E sem pedir licença, aquele amor sem manual, pede boleia nas veias e Vibes de frases bonitas derrotadas pelo olhar que deixa acontecer, cobrindo o infinito universo. O mundo na sua agitação delirante, “grita alto” e a poeira de sol espalhada pela sala, flutua no pensamento construindo um lugar onde o desejo luta por existir. Vislumbres de nós, desmemoriados, empenham-se entre o amor e odio da desistência a escrever almanaques de t...

That was just a dream

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  Viver contigo é como viver um sonho, daqueles com montanha-russa e frio na barriga, daqueles de só mais uma vez, junto com o sorriso genuíno. É como o eco dos sabores da rota da ceda e a descoberta de mais um pedacinho, é como ouvir aquela história com o entusiasmo de quem (a) vive. (...)  O dia acordava meio a contragosto, pela frente um frenesim de reuniões e decisões, de relatórios e coisas maçadoras que nunca se devem juntar todas na mesma altura, mas o tempo urge e abril está aí e tudo tem de estar pronto.   Junto ao primeiro raiar de sol a passar pelas precianas da janela, a tua ausência, os afazeres assim o ditavam, terias de estar presente em algo importante a quilómetros, em uma asa a atravessar o Atlântico.   Pelo meio, o conforto de nos restar um jantar meio improvisado pelos fusos horários e a distância de um ecrã, mas, no entanto, juntos, sempre juntos em mais um dia do cupido, sei o quanto disfarçavas nas palavras “- sabes que não ligo nenhuma a isso,...

, Joys and trials

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   As vezes sinto como se não fosse possível sentir, como se não fosse real! Isto deveria magoar! A vida deveria ser sofrendo…    Deveria ser como uma música solitária com palavras imperfeitas, onde nos perdíamos no caminho, onde as notas passavam e os sentires terminavam.  Poderiam as pessoas entender um escritor louco, passando pelo inferno dos sentires, desistindo de contar com o tempo?  Quantos “quereres” pode alguém querer, antes de começar a ser?  Quantos erros se podem cometer, antes de se conseguir ver?  Quanto amor vai levar, para ela não querer ir embora?  Quantas lágrimas posso chorar até começar a sorrir? Ou sorrir até elas secarem.    Um piscar de olho no fim da corda, sem pressa, sem dúvidas, sem remédio e salvação. Sem ser necessário mais nada.  Apenas um chute no balde, uma vivencia fora das anotações e dos dizeres, dos queres de Zeus, ou de Cronos, ou de Vénus.  Uma plateia cheia de toques e tiques, de ...

Tears and Smoke under a southern sky

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  O fumo ainda aparecia ténue, entre as memórias de tudo o que fiz, sem conseguir dizer se teria ganho ou perdido, atravessei o tempo, o querer, esquecendo momentos que guardei de outros tempos. Desilusões desvanecem na imensidão do sótão dos medos, Convivendo com os pecadores, aprendendo a confiar, esqueci todos os demónios que gritavam o meu nome, fossem eles de tentação ou provocação… Entre o sabor amargo, com a alma meio rasgada, tentando encontrar qualquer coisa em um mundo tão morno, de como o amor desapareceu, na realidade de uma vida imperfeita. Haverá sempre noites que me levam a ti, como aquela leve recordação de um bombom que já não existe, de uma alma que o medo sequestrou. Como as vozes dentro da minha cabeça, ou os teus quereres que visitam os meus sonhos. Chuva e fogo, sol e sossego ou cada pecado cravado no sentir. A poeira ainda se levanta na estrada das viagens ensurdecedoras, pensos rápidos para feridas profundas, cada queda na realidade e por algum...