The forever kind of spark
O verão chegou à nossa varanda, sem máscaras ou vergonha, sem promessas, que as promessas têm tendência a criar expectativas e essas vulgarmente tendem a borrar a maquilhagem. Sem grandes alaridos ou desculpas, sem cobranças, desgastes ou frustrações, sem reprimir a pele. Sentou-se ao nosso lado e desabafou, desabafou das traquinices da lua, sussurrou todas as sortes, todas as aventuras e descomplicou. Contou dos abraços, dos passeios à chuva, do passar dos dias e das razões que se foram embora. Aconchegou todos os teus medos, o teu gostar e do baloiço do canto sem medo lançou todos os feitiços de carne, de sangue ou química. Disfarçou no pôr do sol os quereres esporádicos e desejáveis que propositadamente preenchem o teu olhar. Sossegou todos os teus ruídos e sem pressas encurtou os espaços entre nós, de forma incomum, livre de interpretações, puxou-nos para o eterno sentir, encorajou-nos ao afeto e soprou para longe todos os encontros q...