#justreal
O teu olhar
como um tiro, no calor da noite, atinge-me e tu trazes escrito perigo!
Em um
arrepio de espinha sussurras-me “Meu!”
Moves-te
lentamente como desejo, sem folgo ou gota de sangue e na tua mais sombria
dentada aproximas-te deixando-me excomungado.
Os teus
passos vestem querer e como alguém que não se consegue conter sinto a tua vontade
corromper-me as entranhas e com uma fome do momento, de quem se perde, puxas-me
no exato instante em que as roupas espalhadas coram, entre a posse e o amas-me.
Naquela hora
perfeitamente incerta em que o fim do dia se torna em um completo início de vida,
no vestígio dos teus dedos na pele do meu corpo.
Sem pressas
ou dúvidas, sem remédio ou salvação, apenas verdade e querer que amortece os
sentidos, devagar na intensidade da luxuria.
Leva.me um
pouco mais fundo, alem dos sentidos, nos mais obscuros venenos que embriagam as
veias deixando-as no prazer do despojo e cansaço, no sorriso de pequenas
explosões que quebram todas as barreiras, queimam todos os apetites.
Entre voos
rasos, entre momentos carnais, entre o ontem e o amanhã o teu corpo na
excelência do sabor único.
“My funny
Valentine”, naquele ápice em que os Deuses distraídos piscaram os olhos,
deixas-te tímidas promessas de um Sol só nosso, excitantes excertos de enredos entre
Anjos e Demónios, de lugares de entrega, de alma e respiração.
O teu toque
suave que queima e vê arder, beijos na escuridão da libido que envergonharia o
mais perverso pensamento, enquanto o mundo enlouquece em altas rotações o teu
olhar grita tempestades, realidades e ficções
Nos lábios a
vida gotejando de um prazer que pode tudo entre psicadélicas batidas e
arritmias de sentires indiscritíveis.
Chega mais
perto, sassei-a a fome da minha essência, solta a loucura dos pecados, na mais
subtil entrega toma o controle, sustem a minha respiração…
Chega mais
perto e traz a tua mais nociva vontade.
djonga

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