Madness...
Está ai alguém?Ah estão ai vocês os dois. Não vos via porque estão da cor do semáforo – cinzentos.
Isso ontem é que foi! Se não tem rebentado o elástico da caraça ainda agora lá estavam.
Digam-me lá uma coisa sou só eu, ou há para ai mais alguém com altura de gente que também acha que está tudo doido!
Se sou…
Sinto muito mas não tenho intenções de ser perfeito, não da forma que os outros acham que deva ser.
Prefiro ser um doido varrido e viver as experiencia que muitos deixam na caixa de “Pandora”.
Não pretendo ser uma alta patente da vida, não é esse o meu oficio, não pretendo ser uma lição para todos em particular, ou uma realidade para alguns em geral.
Sinto muito, mas não!
O caminho da vida pode-nos levar à loucura da liberdade de escolhas, ou à serenidade e racionalismo de não arriscar.
É o livre arbítrio das portas que se abrem, ou das que se fecham.
Deixamos que a sociedade fosse envenenando aos poucos as nossas “almas”, sempre com aquele sorriso maléfico de quem está para ajudar.
Deixamos que levanta-se barreiras onde elas nunca existiram e por isso tem nos feito marchar a passo lento.
Ao longo do tempo conseguimos criar uma época onde o que importa é o que se mostra e não o que se vê, tornando-nos empedernidos, enclausurados e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Bem mais que todos os valores agregados por constituição, precisamos é de afeição e sonhos, precisamos de nos permitir sentir o doce cheiro da pele, de nos aproximarmos e sussurramos ao ouvido palavras meigas.
Precisamos minimizar as perdas para poder tornar esta vida o que efectivamente é … uma aventura maravilhosa.
É por promessa de tais coisas que desalmados nos têm feito arrepender de termos fechado algumas portas, mas só mistificam!
Conseguimos mais do que não aproveitarmos as oportunidades que se avizinham e afastar-nos cada vez mais do nosso caminho…
…Come on, you can do better than this…
Todos os monstros debaixo da cama foram lá colocados por nós, porque na verdade não existem.
Eu luto pela vida e tudo o que ela possa nos dar, borrifo-me nas aparências e nos falares baixinhos, nas críticas e nos abanar de cabeça, importante é que não se enganem a escrever o meu nome.
Já tive daqueles erros que a “constituição” diz serem quase imperdoáveis, mas fi-los na mesma e voltaria a faze-los se fosse necessário porque no final a serenidade que me trouxe da alegria de ter “chegado”, sobressaiu muito mais do que uma amálgama de “franzir de sobrolhos”…
Porque no fundo eu não quero passar pela vida, assim como também não o deverias querer.
Porque o bom mesmo é ir á luta, fazer o que nos faz o coração bater mais forte, viver com paixão, para que mesmo que percamos, percamos com classe e quando vençamos que seja com ousadia.
A vida pertence a quem se atreve...
E não deveremos fazer com que as coisas se tornem sinónimos de nunca, nem que os receios sejam o mesmo que nunca mais.
É de facto necessário “olhar para trás” mas apenas com único intuito de seguir em frente, nada garante que da próxima vez seja exactamente igual às anteriores, ou que se vá passar tal e qual ao que “ouvi dizer”…
Vai à luta, aproveita os super poderes de um borboleta e não te arrependas de viver seja isso o que for, esquece o que julgas não depender de ti, e sorri, mas não te escondas atrás desse sorriso, mostra aquilo que és sem qualquer receio.
Vive e tenta, pois a vida não passa de uma tentativa da qual nós somos capazes, faz as tuas escolhas e no final seja ela pelo não ou por sim, não te importes a vida é tua e é suposto ser para te fazer feliz.
(…)
Lamento, lamento perfumadamente que me julguem um palhaço no sentido despresivo da palavra, pois eu sou muito mais que isso…
…Sinto muito, mas eu sou e continuarei a ser uma coisa só:
- Um eterno louco…
My Mind's Eye
SIRENIA
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