A vida é curta.

Nada como uma noite mal dormida, para que possa quase ver o desenrolar das coisas e isso deixar-me a sorrir, de deixar para lá aquela voz que me passa pela cabeça.
Cada passo que dou, ou cada movimento que faça deixou de ter assim extrema importância porque mesmo não parecendo não estou assim tão perdido.
É pelas tentativas que um dia acabamos acertando e assim eu continuarei…
Sempre haverá uma nova oportunidade de clarificar as coisas, de deixar espaço para que aconteçam se o coração ainda bater!
É só continuar.
Não é preciso invocar os Deuses ou provocar uma batalha épica, e mesmo que algumas vezes não possa ganhar, o mundo não cairá sobre os ombros.
Estes altos e baixos podem parecer derrubar-me mas não o conseguiram, no final da maré o mar sempre volta e essa é a diferença.
É suposto a vida ser para nos divertir e se por ventura uma lágrima surgir deve ser de alegria e esse tem que ser o espírito.
Todos estes receios e anseios, são apenas pequenos nadas e acabaram por não fazer sentido, assim como muitas outras coisas não fazem…
Acabarei por continuar sem perceber tanta coisa e sem ser capaz de fazer outras tantas, mas irei sorrir e continuara procurar … mesmo que não saiba ainda muito bem o quê.
Dar importância ao que realmente tem “relevo”, o teu sorriso por exemplo.
Acaba por me irritar esta minha mania de querer fazer tudo direitinho de suprimir a loucura que por dento faz formar outra pessoa.
Agrada-me menos a noção do que deve estar em primeiro lugar, dos deveres que trazemos praticamente agarrados por “contrato”.
Seria mais simples se não quisesse ter o cuidado com tanta coisa…
Se deixa-se o “outro eu” respirar e escolhe-se as oportunidades que de momento me são oferecidas, de uma forma rápida e simples, sem me preocupar com o quê, ou quem, possa esperar do outro lado.
Que deixa-se procurar o que tens em mim, mesmo sabendo que provavelmente nunca chegarás a saber tudo, porque isso implicaria eu também o saber, (…) sorry wrong way.
Mas é no improviso, e no desejo de descobrir que está o sabor das coisas, o prazer de alcança-las, nem que seja por breves instantes, sem nos preocuparmos com o prazo de validade, tudo dura o tempo suficiente para se tornar eterno… e deveria ser considerado crime por indicação da Casa da Presidência, não as aproveitar, apenas porque achamos que haverá sempre mais uma montanha para escalar…
E isso é muito mais do que perder a vontade e a razão, as coisas devem e tem que ser espontâneas se não perde a magia.
Enquanto por aqui andar vou aproveitar o que tenho, aproveitar a boleia do universo, de uma estrela cadente e pedir um desejo.
E repousar, descansar desta escada rolante, o que for se verá.
Até porque tu dirás no teu espaço, e no teu tempo o que sair da “tômbola dos sentidos”.
E se o meu tempo por ventura terminar, já será suficiente o lugar onde parei, e evitarei as circunstancias onde haverá uma segunda oportunidade, mesmo que no meu pensamento se cruze uma nova mensagem.
E tentarei de todas as formas, mostrar que a vida é mesmo assim e direi exactamente aquilo que possa estar pensando…
E ai serei suficiente para durar…
Through the Fire and Flames
DragonForce
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