O beijo e a Princesa,

 


 Na terra dos gigantes, dos {gigantes} sentires, ao cair do dia, murmurava-se o admirável conto d’aquele rebelde estranho Amor.
 
 Entusiasticamente descreviam-se os pormenores de todas as diferenças, dos olhares, sentia-se o vibrato da quietação, altercava-se os primeiros erros, mas mais que tudo envejava-se o sentir,
 Ah, o Sentir, não era descritível, nem tão pouco racional, diz a lenda que não existe pecado que não tenha sua culpa.
 
 Nos livros secretos, os teoremas amaldiçoavam que se tratava de um |{(<Amor>)}| antigo, de outros tempos, que, teimosamente, teimava em viajar entre mundos, entre vidas, entre afetos.
 
 Os receios escondiam os mistérios das loucuras, da atração que ia além do racional,
 Nos vãos de escadas sussurrava-se, que se tratava de algo <único>, que nas distrações dos sorrisos alheios, esporadicamente, insiste em se mostrar, em recordar e acelerar o coração, que por vezes em um beijo desatento, recorda o sabor da insegura segurança, de como o mundo, qualquer que ele fosse, ficava sempre do lado de fora!
 
 Diziam egoisticamente pelas ruas, pelas surdinas conversas que almejavam um segundo sol, que se tratavam de deuses caídos, excomungados, destinados ao infortúnio das chuvas, das distâncias, dos silêncios que mais não eram que palavras atropeladas de querer, de intensidade, tão intensa que os }/medos\{ tomaram posse.
 
Teorias afirmavam-os em apólogos de heróis, mesmo sendo apenas vivencias que insistiram em viver depois de descobrirem que o mundo ficou mau e amaldiçoam ainda que em dias cinzentos, se sente no ar a sua falta, do conforto, do inexplicável, no passo a passo do (coração).
 
Soube-se, clandestinamente, que esses dias apaixonantes, atrevidos e calorosos, de toques puros e de um amor que desistiu de explicações, encontram-se eternizados no refrão das melhores músicas, na melodia das melhores notas de um piano, do melhor romance já escrito, do drama mais esperançoso encenado, entre viagens e nasceres de dias, entre a simplicidade que é gostar, entre a candura de beijos disfarçados de singelas vontades.
 
Na intimidade, confessam que o <<sabor da pele>>, o arrepio do toque, permanece incendiando como uma invasão de um desejo sem igual, de uma cumplicidade só justificada por feitiços.
 
Acrescentaram, dizem as más-línguas, mais por expectações do que pelo racional, que no inconsciente e sem qualquer nexo, existirá [para sempre], entre eles, uma ligação absurdamente saborosa.
 
Suspeita-se que existirá um código secreto, um olhar só decifrável por eles, uma exclusividade que não conhecerá outra forma de subsistir sem as personagens do |palco que é só deles|, de uma peculiar passagem secreta entre estes dois mundos, o cruel e imaginário, à qual o comum dos mortais já mais terá acesso.
 
Entre relatos, presume-se que em uma qualquer estante esquecida, no meio de livros banais e mundanos, existirá um de capa aveludada, de cor desbotada pelo tempo, que guarda a mais ‘{<infindável>}’ historieta, a mais fantástica estória vivida, o mais esplendido sentimento, abraço e desejo.
 O mais envolvente arcano amor espelhado em uma singela madrugada que, no ruido da noite, os seus ({<<lábios>>}) se (re)encontraram mais uma vez.
 

 Texto a viver “emprestado” por Confissões de um Amor caído

   (Todos os direitos reservados CronicasNM )

  

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Pitty

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