You put the magic in me
C omo uma história de domingo de manhã, de ida ao cinema em família, foi assim que ela sempre imaginou o amor: direitinho, alinhado, bonito, com passos certos e finais que deixam toda a gente tranquila. Cresceu entre silêncios bem-educados e regras que não se discutem, apenas se seguem. O amor, para ela, era uma coisa delicada, algo que se segura com cuidado, como se qualquer excesso pudesse desfazê-lo. Ele… bem, ele nunca aprendeu a andar dentro dessas margens. Era feito de pressa suave e de sorrisos que apareciam sem aviso. Vivia como quem confia no vento, sem mapas, sem garantias, mas com a certeza de que a vida cabe melhor quando não se tenta prender tudo. Tinha um jeito desalinhado de existir, como quem acorda sem plano e ainda assim acerta no dia. Ria mais vezes do que a vida lhe pedia, falava sem filtros e vivia como se o mundo fosse demasiado interessante para ser levado tão a sério. Quando se encontraram, o universo pareceu hesitar por um instante. Ela estranho...