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A mostrar mensagens de abril, 2026

You put the magic in me

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  C omo uma história de domingo de manhã, de ida ao cinema em família, foi assim que ela sempre imaginou o amor: direitinho, alinhado, bonito, com passos certos e finais que deixam toda a gente tranquila. Cresceu entre silêncios bem-educados e regras que não se discutem, apenas se seguem. O amor, para ela, era uma coisa delicada, algo que se segura com cuidado, como se qualquer excesso pudesse desfazê-lo. Ele… bem, ele nunca aprendeu a andar dentro dessas margens. Era feito de pressa suave e de sorrisos que apareciam sem aviso. Vivia como quem confia no vento, sem mapas, sem garantias, mas com a certeza de que a vida cabe melhor quando não se tenta prender tudo. Tinha um jeito desalinhado de existir, como quem acorda sem plano e ainda assim acerta no dia. Ria mais vezes do que a vida lhe pedia, falava sem filtros e vivia como se o mundo fosse demasiado interessante para ser levado tão a sério. Quando se encontraram, o universo pareceu hesitar por um instante. Ela estranho...

(…) Confissões de uma Amor caído

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    (…) — O que é que a vida fez connosco? Perguntou ela, com a voz a tremer entre a coragem e o medo. Ele demorou a responder, como se a pergunta não fosse nova,apenas nunca tivesse sido dita em voz alta. — Tornou-nos numa história impossível… Murmurou, com um sorriso gasto. — Daquelas que não acabam, mas também nunca chegam a começar como deviam. Ela engoliu em seco e aproximou-se um passo. — Posso perguntar-te uma coisa? Ele olhou-a de lado, com um brilho cansado, mas cúmplice. — Desde quando é que precisas de pedir permissão? Houve um silêncio breve, pesado de tudo o que já tinham sido. — Alguma vez… Começou ela, hesitante, — Alguma vez tivemos uma hipótese real? A pergunta ficou suspensa no ar, frágil demais para cair. Ele desviou o olhar, fixando um ponto distante que não existia. — Tivemos momentos Disse, por fim. — Mas nunca tivemos tempo. E, sem tempo… nada cresce. Nada fica. — Sabes… quisemos crescer, procurávamos um destino sem dono, ma...

Outra vida,

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  Quem me dera, Quem me dera que a saudade, fosse só um pedaço de ficção em um qualquer livro de Shakespeare, ou de Garcia Marques, ou de um qualquer folhetim corriqueiro que fosse,   Quem me dera que, este egoísmo desta dor mundana, a que a mais estranha sina nos destinou, do desgosto que é a ausência de quem nos faz falta e acima de tudo bem, mesmo que se acredite, nem que seja para se embair a angústia, em um bem maior, fosse um pedaço de papel para se poder rasgar sem olhar para trás.   Se pudesse, ai se eu pudesse…. Penhorava todas as quimeras, por apenas mais um dia e dessa forma, por qualquer preço, por qualquer custo, aproveitá-lo contigo, sentar-me e contar-te todas as histórias que junto com a vida fui escrevendo, ver-te sorrir pelas minhas piadas tontas enquanto mais uma vez reviravas os olhos com o ar de quem diz – “É o que é, fazer o quê! “ e sentir-te, passear contigo no parque, ouvir os teus sábios conselhos que sempre me acalmaram, fossem eles por te...

O beijo e a Princesa,

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   Na terra dos gigantes, dos {gigantes} sentires, ao cair do dia, murmurava-se o admirável conto d’aquele rebelde estranho Amor.    Entusiasticamente descreviam-se os pormenores de todas as diferenças, dos olhares, sentia-se o vibrato da quietação, altercava-se os primeiros erros, mas mais que tudo envejava-se o sentir,   Ah, o Sentir, não era descritível, nem tão pouco racional, diz a lenda que não existe pecado que não tenha sua culpa.    Nos livros secretos, os teoremas amaldiçoavam que se tratava de um |{(<Amor>)}| antigo, de outros tempos, que, teimosamente, teimava em viajar entre mundos, entre vidas, entre afetos.    Os receios escondiam os mistérios das loucuras, da atração que ia além do racional,  Nos vãos de escadas sussurrava-se, que se tratava de algo <único>, que nas distrações dos sorrisos alheios, esporadicamente, insiste em se mostrar, em recordar e acelerar o coração, que por vezes em um beijo desatento, r...