NOTAS DE AUTOR
Gastei todo o meu tempo para terminar sempre como uma segunda hipótese! Deste devaneio silencioso e infinito como um “desperdício” de vida, se tornou fria e amarga… Nos momentos em que os olhos perderam o brilho e pela ironia sentir algum conforto, nas palavras soltas e deslocadas… Tornei-me! Tornaram-me em uma melodia que lentamente se tem vindo a destruir… Procuro um intervalo, que me retire o vazio que se infiltra pelas minhas veias… Suave desprendimento, por onde me ergo pelos destroços… Cansado pela rigidez das regras, dos abutres e ladrões que tornam cada vez mais difícil acreditar na doce loucura…. Pelas sombras confusas, que não fazem a diferença, assim, como um escuro e frio quarto de hotel por onde procuro uma distracção em gloriosas tristezas… Talvez consiga encontrar algum conforto mas por alguma razão não é o suficiente… Memorias no que nos tornamos, onde se encontram todos os pormenores dos mais fascinantes, aos grandes obstáculos de quem foge uma ultima vez… E de quem te...