a Soul Matter…



Não sei se é noite ou dia, se estou certo ou errado…

Cansado de ser eu! Caiu de novo, sem saber se estou vivo ou enlouquecido…

Sozinho, a vida apanha-me de surpresa!

Como reacção! Fecho os olhos e deixo-me levar, permito-lhe que me “roube” os sonhos e que me indique o caminho…

E como sempre encontro o tempo que contámos dia após dia, todo o sentimento que não foi suficiente para me fazer correr, lutar ou descompassar…

Até porque, quem disse que a vida dura para todo o sempre?

Quem disse o “Big Fish” não se deixa apanhar?

E assim deixo chover, deixo chover para que o sol volte outra vez, tempos melhores, paraíso e liberdade no final e terminar com angústia que revela o louco encanto…

A Verdade é que as palavras não dizem, ainda que vastas não bastam, mesmo que por teimosia o vá dizendo em silêncio, assim em um sussurro de ouvido verdades grandes, como cílios que se encontram por acaso na luz branda da escuridão…

Pelo brilho dos olhos no deslumbre do encontro, na dor do desencontro.

E os silêncios gritam, conversam e entendem-se de um jeito, ainda que na escuridão da média luz…

Como um sonho que existiria no dia seguinte, dias longos ensolarados e noites eternas de sentimento e gargalhadas e as mais indivisíveis palavras.

Almas de gestos únicos lêem-se à revelia de um poeta, como parcas palavras que se desdobram e multiplicam em dizeres múltiplos pelos diferentes sentidos.

Reflectido em espelho, Não importa… Não desilude!

Tenho o poder de cair no chão, silencio no exacto momento em que sem saber magoaria tanto, pelas horas mais escuras, procurando o antes no lugar do depois.

E assim desejo o meu pedaço de paraíso, o meu “caminho” de regresso…

Desenganei-me e nem tudo dura para sempre, vítima do desejo!

Por todos os “jogos” que joguei parece que o sentir estava sempre errado e na verdade nunca desejei a chance, nunca esperei pela hipótese de aposta ganha!

Saberia que há estados de cinzas que ficam longe…

Mas mais outro dia e ficarei pronto para mais um “Show”, pela historia do mistério por tudo o que me importo, pelos próprios sonhos difíceis de juntar.

E na primeira base sou eu “vivendo”, esquecendo o vazio e o errado, construindo castelos no ar, rei de um reino imaginário.

E assim permaneço como um tempo precioso, que perde o chão, um ar rarefeito.

Dança contemporânea, por onde desbravo as vergonhas, concentrado em uma estripe de vida, pensamento de múltiplas cores, devaneios corrompidos de estado latente, como uma “anedota” blasé de dias de afago…

E assim de dia em dia o “palhaço” se faz amargo.

Na ausência das ideias não nego, sinto o vazio, ouço o silencio e vejo o nada, faço da prosa poesia de uma sombra de veludo.

E para não dizer que não faço finais felizes! Um dia…

Um dia que a vida me “pegar” de novo de surpresa, não vou fechar os olhos, não vou Deixa-lo ser! E serei forte o suficiente para lutar debulhar o certo do errado, o sentir da paisagem…

E assim para este, ou para oeste de alguma forma encontrarei o sorrizo , sim o com “z” e não o banal que toda a gente despreza, sem truques ou brilho do sol e chuva.

E no final, quando as luzes se apagarem e as palmas esmorecerem, irei assumir que o meu maior defeito, e a minha melhor qualidade é a intensidade…

Penso e faço sem ter o que perder… Procuro o que acreditar!

“And back together, rise once again
Here i stand again
I'm a gambler, i'm a man
it's my homerun, my homerun to you
Every life's a game
And there's no one you can blame
This is my homerun, my homerun to you”



Man of the Hour
Eddie Vedder

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