Loucura!

E do lado de dentro, olho, observo, com um único olhar novo e eterno – quanto dura um dia?
Escrevo no tempo tentando contrariar o dia em que não pertenci.
Rescrevo e rasuro na ténue tentativa de salvar algumas estrofes, acrescento vírgulas, retiro os pontos finais e no final reticencio, com o mesmo sabor de todas as vindas.
Historia perfeita, por onde deslizam os encantamentos em versos dos nossos defeitos perfeitos, com cheiro de quem quer ficar em uma qualquer eternidade …
Um nunca terminar de várias estações que se esqueceram de anoitecer, fazer da vida um faz-de-conta, pedaços de sonhos inteiros…
Tenho a mania de acreditar no impossível, nos “impossíveis”, almas invisíveis que descompassam os ritmos, em uma quase sorte!
O meu cenário em um vão de uma falta seguinte, o meu palco onde te enceno, por entre quase um silêncio que te exclama!
Mesmo que a noite não grite, que tente desfazer horizontes em um pulsar de lentidão, os Eus entrelaçados por entre os inacabados nuncas, já mais sentiram vontade de cantar os erros em um tom maior!
Grito por Grito, devaneios e realidade, confusões anunciadas, esperadas em um levantar de voz no silêncio acompanhado de um carinho de um vento qualquer.
E quando o tempo deixar a nossa longevidade, ira destapar todas aquelas coisas pequenas que possuem um maior valor!
Hoje, incontrolável, paciente desfaço-me das incertezas, lavo o “sal” da vida, evoluo no meu papel principal de ser tudo ou ser nada!
Continuo preso a um dia que não aconteceu, do que nunca foi dito, a um fa(c)to sem palavras, brinco com tons e silêncios e de mãos dadas com os meus restos, com os meus rastos, incorporo tudo o que fui, todos os que sou em uma tentativa de me tornar em noite pouca alfabetizada, em mais sentir e menos provas.
Porque a vida bate o pé, impedindo-nos o lado certo, porque a vida é apenas um amontoado de nadas disfarçados de tudo…
E assim, mesmo que não existam palavras para usar, que não exista sono para viver, que não existam mais loucuras para dizer ou Mãos para apertar, teremos sempre mais um respirar…
...Caso contrario… que Aconteça!!!
Crazy
Aerosmith
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