Um sol de inverno!



E o tempo cheio de pedaços de nada, palavras rasgadas e sentidos…

Medo e loucura, silencio escondido e conserto em sol maior dentro do coração…

No fim de um dia cansado, o pensamento de sempre, associa-se ao sorriso de um lugar corrido

Marcas de alma e de pele que não deixam chegar, nem deixam partir…

Sabor de tempo que esvazia…

Rumo de caminhada do lado que somos que ainda resiste, como um pequeno mundo, um reflexo de lua em estado apressado.

Pressentimento de sonhos perdidos, em uma noite mais que qualquer outra, que faz oscilar o mundo.

Mesmo que tudo seja breve como um sopro, ou apenas uma gota de loucura entre fronteira da lua e do sol…

…Permitir, e Abrindo a “gaiola” deixar voar os sonhos, e acalmar as tormenta…

Pois quando anoitece é altura de libertar o sol, de aceitar que existem batalhas ou
tristeza, apenas o singelo cintilar dos mundos...

Há qualquer coisa que inqueta, que nos faz pensar que o chão não é seguro, que deixa as palavras escondidas… que arrancam sem doer.

Pelo resto da vida ou apenas até a mesma amanhecer …

…Ou até mesmo por uma altura perdida deixar que eu consiga ser igual a mim, ou como um grito da alma tu ser igual a ti, alucinante, mistura de sol e chuva…

Sem rumo, deixar de fora os medos e juntar os pedaços entre a loucura e a razão, ir atrás do sentir, como um brindar de sentimentos ao relento

Desmontar cada pedaço de solidão, arriscar e fintar a pulsação, aceitar de que o medo não é um papão, e conseguir que em uma qualquer rua, por um qualquer dia ser
capaz de nem pestanejar!

Guardar as horas que se viveu e por troca de nada deixar de ser bandeira vencida, dizer que a vida não é um leilão.

Não ser o único, a viver como um céu aberto, como uma tela tingida, condensação de desejo em momento…

Bandido clandestino, como um salteador de estados e memorias, névoa libertina de passado e futuro...

Ser dedos de momento que largam tudo e arriscam….



Never Gonna Be Alone
Nickelback

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