Desencontros.....

Desconhecido por completo, em tardios tempos de lua em transformação obscena de sentir de emaranhado de palavras e receios insólitos desencontros…
Lentamente desço em mim e nas memórias pelo quotidiano implícito de sentir melancolia.
Olhares em objectivo e pensamentos esquecidos pelo tempo, profano e sagrado desbravo medos, deixo-me perder pelo tumultuoso de memórias e restos.
Como uma insónia sem corpo ou uma alma sem noite sinto o teu cheiro, mítico suspiro que percorre as veias.
Imagem insidiosa e incendiária transformo-me em louco sonho de silêncio e desisto, venço-me pela memória de uma vida curva…
E em um gesto de calar palavras e pensamentos, troca inexistente e fantasma longínquo envolvo-me observando o desmoronar de um castelo de cartas…
E em um jogo demasiado real perco a razão por receios verbais e carisma de tudo o que parece perdido em momentos que se escolhem outros pensares…
Como uma ferida de erro anjos transformam-se em demónio para que em algum ou outro lugar se altere a condição em que as luzes do teatro que vezes sem conta se actuou se apaguem por respeito a apostas desordenadas de olhares que não se encontram…
Locais onde linhas paralelas se cruzam, misticismo e realidade se fundem em momentos de apelo em que somos o que fomos, libertam-se memórias que não passam de resultados de certezas insanas e verdades absolutas reduzidas à ínfima parte do reprimir, duvidar de olhares críticos em tumultos de alma em retalhos.
E assim a cor do dia em que parto será certamente a mesma de quando (não) voltar, sem sabor amargo ou doce, mas angústia de um mundo invisível em que nada é aquilo que parece, ou o é! E muito mais!
E com um toque na alma mais que na pele, valho nada! Verdades reduzidas a papeis reciclados por histórias estranhas e distantes.
Detalhes de outrora significantes transformam-se em espectadores não tão inocentes de jogos irreais em tudo o que partilhamos galga pelo tempo…
Sempre preferi a verdade mesmo que se vista de mentira ou de falsidade…E por isso pago preço!
Em mudança de destino, sei que És realidade, mas não sei quem és de verdade! Soles obscuros e tendências musculadas em silêncio, de chuva dissolvente daria um ano de uma singela vida por um momento genuíno de respirar sem falsos sentires uma adrenalina viciante.
E termino tudo para quando não estiver mais aqui, cenário perfeito sem excepção para parar de rever atitudes e palavras!
E mesmo rodeado de multidões fico sozinho envelhecido pelas fraudes inventadas de etiquetas e rótulos que sem autorização invadem o guião, e alteram o legado…
Concreto, abandono-me e entrego-me na bruma de manhã volvida pelo tempo e por finas películas de queda de Camelot .
Demasiado próximo de passos de manifestação teimante trocamos de lugar para algum bem ais distante!
De nada vale a revolta, de nada vale os chavões de luta ou os velhos clichés no “morrer” da noite tudo se transforma em viragem inóspita do destino.
Existe um mundo em que as “fadas” são voláteis e ao mesmo tempo que podem amar, podem desprezar por momentos bafientos.
Nesse mesmo mundo o tempo corre sozinho pela ilusão das esperanças vãs e do som gasto da minha voz!
Sem sentido, simplesmente gasta por prenuncias agora sem sentido.
E no recôndito da tua mente febril fecho por hora a porta do mundo de fadas castelos e ilusões.
Com pesadas verdades, vagos sonhos e expectativas de semblante oco!
E como sussurro de juras de silêncio legendam-me como símbolo de indiferença e honestidade cruel de uma promessa em alvoradas serenas de tempo inocente e pela violenta impetuosa esvazio-me morrendo!
E assim, sempre que o olhar abraça a realidade faminta de sol, serei mera e pura falsa “mentira”…
´Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez.´
Alone
RAMP
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