O OUTRO EU COM QUEM EU NÃO ME DOU!

Reparo o quanto é terrível para mim o som de um silencio especifico!
Fenómeno plausível de quem mais nada tem de sustentação para alem de uma tese de Sigmund Freud, inconsciente…
Apercebo-me agora que o outro EU, aquele tantas vezes acusado de inconsciente, inconstante e hipoteticamente uma hipoteca de vida, que demanda a cada segundo a paragem do tempo a fim de realizar um sonho, na mais é do que uma tela reluzente, instantânea, eterna e fictícia!
Este outro Eu que já mais se assusta pela exactidão do “poder” que supostamente demonstra no “percorrer do sangue” no fervor da vida, nos momentos tão perfumadamente reclamados.
Simples, singelo e de sabor único…
Eu! O outro Eu! Múltiplo de sinais corpóreos, metamorfoses de actos falhos e renascentista por vocação…
Pelo no sence da exactidão das coisas que se seguem pela bitola contemporânea por quem nada cumpre e nada vê!
Não-atomista! É isso Um (não) Eu em capítulos, explanados pelo olhar conglomerado da mudança interna.
Sem mascaras ou representação de divisão real em essência concordância verbal de lágrima e sorriso.
Sem representação, do olhar vazio de um corpo que por vezes o habita de qualidade essencial…
Chão e fantasia, frio de significados amplos e mônada de pensamentos…
Interpretável de nudez diferente, processos de sombra e nadas a perder, saltos do abismo por onde temporariamente gravita…
Um Eu que não posso evitar…. Ou deixar de querer.
Assim, barreiras sem braços que me impeçam de transformar em momentos… Momentos que não são mais do que flocos de vida…
Derradeiro e delicioso de uma forma astronómica que chega ser vital…
Víciante e eterno de uma forma que apodera-se de mim completamente…
É tão “Eu” que sem esse sopro de vida já não existo! Sobrevivo… e sou muito mais!
De tal forma que quando tudo acabar, restará apenas terno e voluptuosamente!!!
Cortante como uma faca, rastilho, queimado e sem sossego, assumido…
E de repente como uma sonho distante na mente que arranha alma sem calma ou sensatez…
O outro Eu de sorrisos de vida perdida e de prazeres que agora podem sem nada…
Eterno urgente som de rifes de corpo e alma que desespera no imenso silencio do adeus…
Pedaço de céu azul, negro e cinzento, febril estado de sorte de sol posto…
Negação estatal de tempo e voz suplicante em um tempo eterno de amarras, sem noite, sem dia, sem fim!
Um outro Eu que não é igual, nem diferente… de gosto refinado e aventureiro sopro oxigenado que disfarça mas não engana…
Ambicioso no seu próprio caminho de quem quer mais… Muito mais!!!
E quando por momentos, a luz se apagar e por memória futura as palavras se tornarem voz iram transmitir que o outro Eu com quem eu (não) me dou…
…Fez tudo e de tudo!
Love the way you lie
Eminem(feat Rihanna)
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