Guilty Pleasure

Na verdade eu nunca, ou quase nunca consigo descrever o que sinto, sei apenas que por momentos tento transformar estados em letras, palavras em sílabas e sentimento em acentos!
A voz em linhas que escrevo e descrevo dentro de mim.
Pensamentos de sabores próprios, misteriosos com sentimentos por desvendar…
Presos a uma pele delicada por certo, mas presos a esse doce aroma do viver…
Beleza transparente, impressionante! Essa falsa calma, que reluz em uma hipotética defesa e sucumbe no olhar, no delicioso aperceber dos pormenores …
Sonhos e desejos explosivos, impossíveis de descrever, apenas especiais…
Que se realça apenas com o simples e silencioso silêncio do olhar, como uma sede de uma chuva calma, à revelia do mundo corre pelas veias e acaricia com um tacto transparente.
Infinito, inesperado e rebelde, saberei que por vezes as coisas têm que ter significado.
Melodias imaginarias, feitas de gestos no lugar de acordes, palavras em vez de notas e pautas substituídas pelo sentir…
Preso à terra, voando no mais profundo sonho…
O sentir das “entre linhas” e a certeza do viver, as coisas não são o que são, mas sim o que fazemos delas e o seu sabor não se esgota! Renovasse na perseverança do acreditar.
Do querer ir mais “fundo” do demonstrar do sorriso…
Um presente com valor, vontade e a sua razão, ganhar sentido, afinal ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
Coragem de revirar e esquecer a manhã! Se por ventura escurecer irá ficar pelo menos uma estrela…
Encanto, escondido do sentir, sussurro de gelo no sol, como uma vida, uma alma pedaço de paraíso…
Ressurgir de novo, e ser próprio, único e vazio, vazio de medos, segredos e tempo…
Ser aquilo que não mostra-mos, magnifica leveza do sentir…
Chegar onde outros não alcançam, onde não se entende, nem se importa! Ter a vida em um momento.
Deixar gestos nunca iguais, e voar a cada pedaço de verdade…
Sentimento navegante, arrepio de pele, negação da negação! Olhar confessante e um sangue ardente, um dia, um perfume em cidade de anjos.
Louco e livre, respirar de “papel”, intimidade e céu, sorriso e pedaço de mar….
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