Conta-me uma história…

Pela escuridão do sentir, naquelas horas tardias, repouso…
No estado de incertezas há luzes que se ascendem, no ar um cheiro a combustível…
Pesa o nó e o horizonte, enquanto ganho coragem enquanto abraço o espírito.
Ser um, e ser muita gente…
Conseguir tocar o céu, que nos encontra ao subir e perde ao descer
Fazer com que a vida sobre quando se olha para o nosso anjo da guarda…
Tentar fugir da sombra, e apenas na luz esconder-me…
Encontrar gigantes, como eu! Tesouros e luar, dragões que têm medo…
Fingir e reparar em um olhar de desafio.
Tentar mais uma vez, e que essa vez que seja a vez diferente, procurar o impossível
como que depois da noite venha o dia…
Descobrir quem sou, durante todo “jogo de um Joker ”, em um lance vulgar a vida ganhar-me, trocar-me nos dados…
Andar em contra-mão encontrar o sentir que veio do frio, e torcer que no fim da estrada não me deixe cair.
Deixar que o vento me agarre, e que a vida me ampare, por entre traços da vida para que sentir-me por perto…
Não me importar se o “palhaço” se aproxima, e que a face dele me seja familiar…
Relembrar um toque sem ar, um rosto que assombra como um olhar de louco…
Um bater no chão e soltar-se um ódio rouco, dar tudo o que tenho para não ficar deste lado…
Acreditar que é de ouro e vale um vintém, perguntar pelo mal que fiz, sair e ir mudo ser aquele que se esconde, saber sem saber onde saber quem sou e caminhar pela vida que invento…
Criar um mundo com outro tanto por dentro… Ter uma estrada, ser um todo imperfeito …
As portas que se fecham e eu na minha pois á noite há fadas pelo seu há luzes néon
Agora os dias tem rosto são sorrisos bem-dispostos, as vezes há sentimentos que levamos no nosso sonho…
Conta-me uma historia onde eu entre de vagar onde sou capitão da areia sem saber onde chegar…
Onde o super-homem roube o brilho do luar, e pelas horas tardias me liberte…
Morte Ao Sol
GNR
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