NOTAS DE AUTOR

Gastei todo o meu tempo para terminar sempre como uma segunda hipótese!
Deste devaneio silencioso e infinito como um “desperdício” de vida, se tornou fria e amarga…
Nos momentos em que os olhos perderam o brilho e pela ironia sentir algum conforto, nas palavras soltas e deslocadas…
Tornei-me! Tornaram-me em uma melodia que lentamente se tem vindo a destruir…
Procuro um intervalo, que me retire o vazio que se infiltra pelas minhas veias…
Suave desprendimento, por onde me ergo pelos destroços…
Cansado pela rigidez das regras, dos abutres e ladrões que tornam cada vez mais difícil acreditar na doce loucura….
Pelas sombras confusas, que não fazem a diferença, assim, como um escuro e frio quarto de hotel por onde procuro uma distracção em gloriosas tristezas…
Talvez consiga encontrar algum conforto mas por alguma razão não é o suficiente…
Memorias no que nos tornamos, onde se encontram todos os pormenores dos mais fascinantes, aos grandes obstáculos de quem foge uma ultima vez…
E de quem teve a vida como um presente, observo a paisagem que o tempo vai deixando nos mesmos “corpos” disformes…
Continuam “criando-se “ mentiras disfarçadas de medos e encontrando sempre mais uma razão para não se sentir…
Não tenho nada a esconder! Nada a provar, falei com o coração, sempre o coração e talvez tenham sido as palavras mais ingénuas e inocentes que disse até hoje!
E como historias a que eu gostaria de voltar, a vida tornou-se em algo tão simples como apenas três dias…
“Lutas” incoerentes em que a respiração nos contem, que me fazem por vezes hesitar…
Ninguém!
Vejo os dias sucederem-se em cata duplas estúpidas conduzidos por uma embriagues louca…
Dias onde se colocam anos e anos de vida sonhos realizados e por realizar, as conquistas e as derrotas de um vida…
Diferença abissal entre mim e eu, do respirar da minha existência em um compasso binário e badaladas tristes…
Em sintonia reflicto sombras minguantes em ecos perdidos…
A Custo deixo para trás, a esforço escondo-me de coragem que por aqui ainda vagueia…
Percebo, aceito e compreendo que a ausência apesar de custar não significa distância e que paixão não é o mesmo que amor.
Tenho a consciência que por mais que lute o que hoje se ama pode-se um dia odiar e com a mesma intensidade! Que todos os motivos dos meus atónicos sorrisos podem vir a
ser os principais responsáveis pela principal desilusão…
E como um dia de verão com sabor a inverno, duvidas do que é real e imaginário desdobram-se em razões! tranformam-se em sentenças de que, não vale a pena fazer planos para a vida, para não estragar os planos que a vida reserva para mim…
Na verdade, prefiro que se não souberem arriscar em algo fantástico, então não façam nada, não digam nada, deixem-se ser apenas do vosso tamanho!
Aqui e agora, sinto que como se nunca tivesse existido todos os traços deixo a espaços de falar, deixo-me ficar embaciado de dúvidas e desfocado pelo absurdo…
Não me peçam palavras, daquelas que sempre foram inacreditáveis, pois no mais sublime dos ideias intensos de pensamentos inconscientes, transformo-me em um raiar de sol, por vezes hesitante de vontades…
Sou melodia pairante no ar, e estado repleto de intenções disformes e rótulos de outras moradas…
Serei certamente tudo de mau e um pouco de bom, serei aquilo que vêem, mas nunca o que levam a querer ver…
Transparente de forma surreal, desconfiante verdade…
Ninguem!
Ninguém fala verdade?! Ninguém arrisca a não esconder segredos?!
Portanto em um espectro de vida serei o que de mim fizerem, o que de mim fizeres...
…Mas (lamentavelmente) nunca MENTIRA….
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas limita-se a existir, apenas isso.
(Oscar Wilde)
Rescue me
The Gathering
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