Dá-me ar!



Deixo o disfarce! Deixo para trás! Abro a janela sobre a vida, e deixo cair mais um dia rendido!

E vivo a noite só para lembrar, que há mais uma festa para gritar, para correr e fugir demais!

E assim é o poder, o querer do meu espaço em ti onde acabo sem conseguir parar!

É o cenário que manda em mais um dia perdido! Só para me conseguir sufocar…
Guardo, o poder de querer os traços do teu sabor no meu espaço!

Mais uma vida sofrida em um desespero que me quer parar!

E no escuro escondo os montes que tapam o vento que me faz frio…

Mais uma musica, mais uma noite só para lembrar que há uma vida esquecida!

E assim grito, respiro, ganho e trago demais, a sombra do espaço onde o tempo é de viver…

E até doer procuro um estado para espancar, procuro a luz só para me ver! Para me libertar

Quero ar!

Quero o direito a olhar de frente o sol até me queimar…

Quero mais! Talvez um trono para perder…

Anseio o direito a gritar de ter um mundo que me empurre a viver...

…Acordar! Respirar, esquecer, e ter cor, ter vidas para cantar e deixar a raiva para dançar!

Dá-me ar!

É um sonho a menos, e eu talvez queira “correr” para esquecer mais um dia assim!

Quero ficar virado para o céu, largar razões, ficar por ai e deixar o tempo passar!

Ficar por mais um olhar que espera que o mundo consiga fluir!

Só mais um golo e explodir em êxtase!

Sufocar, respirar e ser força para parar de me afogar no que não quero ser, parar de arranhar a voz em estados sem som…

Largar, e não ser só o que me faz mostrar, ser tudo o que vou gostar e afogar-me em doses de cor de lua e (A)mar!

Guardo um sorriso virado para mundo enquanto fecho a porta de uma vida de paredes caídas…

Sinto os dias que passam pela praia deserta e oiço o mar falar de coisas que conheci!

E enquanto o mundo parece estar certo, salto as muralhas feitas de cartão e busco ar!

Dispo a armadura de ferro, esqueço o escudo e levo-te em mim!

Pois por detrás do fim, por detrás do que o dia quis deixar, ponho o tempo a girar e deixo mais um “tiro” que marcou, para poder estar em “estrada livre” e deixar de fingir papeis onde não estou!

Não sou, e não quero viver de cor…

E quando acabar vou querer ficar pela noite onde me transformo e sou mais!

Poder escolher que a vida seja assim! Ser sol e roer a alma de um ar que não pertence a ninguém.

Deixar andar, deixar o tempo me levar e parar de rastejar, de sangrar o meu e no mundo!

Rasgar, esquecer e caminhar!

Dá-me ar, para te poder abraçar para te poder sentir o ludibriante estado onde estivestes tantas vezes antes…

Para que quando o vento sopre a favor eu mande tudo para o ar…

Preciso de respirar esquecer e pelo Estado da minha vida aclamar noites alucinantes de gentes estonteantes, para que no teatro do respirar vislumbre a coragem de não ser mais que a preguiça de “ficar”!

Conseguir planear o improviso que me faz sentir maior, ter tempo para me abraçar a mim mesmo! E fazer tremer ao passar, ao acordar de uma noite sem mentira de onde não quero voltar!

Tenho cede, essa cede de vir onde tudo o que está certo é o que parece errado!

Se o mundo vive sem super-heróis! Então porque me sufoca a mim?

Quero ar! Respirar, e trincar o momento onde consigo viver

Ir com o vento para tentar, ficar de frente até acabar!

E pelo infinito fim ser mais um dia assim tal como um sonho que nunca chegou!

Mas acima de tudo por favor preciso de Ar!


If It Makes You Happy
Sheryl Crow

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