Better version of me!

E perdi, tentando ganhando o mundo…
Com o jeito inocente e uma imaginação do tamanho do Universo, o dia acordou diferente…
Com um a mescla de cores decorrente da paleta de sentidos, e pinceladas frescas de compreensão e desânimo.
Sem sentido, e dever cumprido tomava majestade pelo silêncio que ecoava pelo raiar tímido do sol.
De volta ao solo um sentir em tempo real vazio de esperanças mas carregado de razão.
Ao tentar ganhar o “mundo” perdi, pelos motivos errados, não foi por falta de sentir, mas por excesso de medo da quimera sedenta que me habita, assim como um luxo dos utópicos.
Por nuances de sorrisos sem falsidade, sem ardor ou qualquer vínculo respiro fundo, alivio do da metáfora em caos organizado ou da poesia desafinada.
Adentrando e desmistificado, pela linha de passe surreal, ajustando o torpor dos anjos a vida abranda, acalma, os clichés eternos de vontade dão lugar ao respirar diferente.
Meios gestos moribundos de vaga-lume e sorrisos leves e singelos levam a que tenha sido deposto o império do bom costume, nada de desculpas ou vidros quebrados, apenas fotografias com sorrisos e escolhas acertadas pelos lugares onde se vê e habita.
Nuances, estéticas bem mais profundas que justificativas salgadas, onde de nada adianta contra-gostos, vorazes com toda essa sinceridade que me assombra.
De nada adianta, apenas algumas verdades no ventilador e alguns dias de mau estar ate que tudo volte ao eixo, por hora muita poeira, tanto no dia como nos sentimentos demonstrados.
Rendido à comodidade perco aquele olhar, meio a culpas e a desculpas reparo que afinal o sol continua a espreitar, assim como seu apanágio.
Perdendo a identidade e identificando-me com momentos alheios, acordo, desperto e respiro o dia diferente do sentir, do outro lado do muro.
Reparo que afinal tudo é demasia do poético para ser trágico, trágico demais para ser poético e que no fundo nada se passa! Apenas o respirar com o coração pulsando.
E como uma sala sem espelhos, sou a terceira pessoa, sinto na terceira pessoa,
porque na verdade não sinto nada, nem a dormência da ausência, nem o sal, nem a pimenta não enxergo o que se passa alma adentro.
Respirar de personagem, sempre tive um talento especial para perder, mas como um bater de asas consigo emergir e reviver aperceber-me que para lá do muro nem todos os invasores querem derrotar-me, e aos poucos vou adaptando o meu forte e guerra.
Tempos de turbulência silenciosa levam-me a um estagio de calmaria mental, desarmando-me devagar fico atónito diante da honestidade.
Partícula de massa amante declarada à sociedade, reparo que sou a personagem que anda na corda bamba do ridículo, e caricato que seja! Sem peso na consciência sorrio, sutilidade do subentendido…
Guardo o segredo no sorriso, no olhar profundo sobre o mundo que hoje está indiferente, repleto de diferença debandando como uma fama repentina.
Pela janela a paisagem torta que não cabe no meu horizonte, cidade de caos que não cabe em mim, mas nem tão puro assim acaba contagiando tudo, a folha de escrita, o café e a velha caneta, pensamentos e segredo imoral.
Tudo se conjuga para uma oportunidade de uma tragédia, uma deliciosa tragédia Shakespeariana, regada a várias doses de cacique, ou a reflexões de estados passageiros.
Mas de regresso a casa, ao meu mundo nenhum dos textos de tão afamado escritor se conjuga no verbo do sorriso, reajo com a vontade de guardar em mim o melhor dos melhores…
Irónico por certo, a transparência do enigma que só existe no meu ver, onde de nada vale o segredo se compartilhado, de nada vale os gestos se impuros, ou de nada vale o amor se platónico.
Arrancando toda a sanidade que me leva a alma, as palavras tornam-se temporais de arrependimento, as mesmas palavras que não calam! Juntas em um poema ancestral, assim despretensioso de quem de poeta nada tem.
Eu sou assim, sem sentido, despido de razões ou palavras sensatas, que um dia as transformarei em verdade, como magia.
E a minha insanidade…A minha insanidade ainda apertará os botões “errados”, dirá palavras sem “verdade”, com um “quê” de arrependimento estampado nos olhos…
E assim, quanto mais falo coisas sem sentido...
… Mais falo de MIM!
"Lamento senhorita Stenhagem, mas devo informá-la que seu problema trata-se de felicidade crónica."
The Man Who Can't Be Moved
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