A música do sentir!




Sem um única palavra, levantamo-nos e o mundo continua!

O pensar por pensar, por insistir, permanecer pelo aumentar da respiração.

Que ninguém descreve, surreal e ao mesmo tempo tão verdadeiro e a cada canto, a cada somar de letra o silêncio tão ensurdecedor do leve toque!

E por espaços incumbidos de sorrisos de toques leves por um momento breve!

Almas que à muito se dissolveram em astro, murmúrio de voz e pela areia vazia da praia escreve-se historias por contar, é um criar por si só de magia constantemente inventada.

Magia da noite e alento de reflexos de tensão, e sem medo d’aquele sabor de palavras emprestadas dos jogos inocentes que despertam e apertam!

Ser conduzido pela emoção, de lutar até ao fim, de ser dos acordes que nos saem dos dedos uma imortalidade… Burilarem, rasgando os receios mais densos, de melancólicas crassas.

E no somatório um rejubilar endógeno em rendição de desenhos suaves e lugares longínquos…

Hão-de os dias esgueirar-se e ver-nos sorrir, astros súbitos a rememorar horas súbitas pintadas de conforto e mão esvaídas pelo bizarro das sombras.

Do absurdo dos mundos, em melodias de Chopin de som estridente e alucinado, no zarpar de vagas impróprias…

Somos abraço, talvez um toque… breve, fulgurante, um afago de sangue ou um rir de riso.

Como sombras e um perfil do instante, em constantes brilhos de luas cheias por “tempestades” de areia e fogo, que desperta em um oásis inacabado, na paleta suspensa de um artista.

No frémito das comuns loucuras de desejos mascarados de receios em amnésia, fonema em eco de anjos e demónios compassados pelo silêncio das notas do sentir…

E sendo silencio sou aquele que me queima, que apaga todos os verbos todos os adjectivos, dialectos e predicados, sou o silencio de sentir de te sentir … angustia insana dos receios e fantasmas etiquetados.

E resgato, resgato ao desvão do vento que sopra rude o sentir e a coragem de quem alcança e em sensaborias d’excessos …

E no entanto em cada fragmento de tempo deposto de barreira ultrapassada escrevo em cadernais de alento que és madrugada, alma e soneto de canção, da canção de sentir…


E assim um só, silêncio e linfa. Um estado liquido, livre e te ser, poema, de ser sentir…


Whispers
UNSUN

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