Inesquecíveis...

“Deitadas” do meu lado, uma por uma mostram exactamente o que hoje sou!
Nem sempre “dizem” as palavras que eu quero ouvir e outras tantas não conseguem fazer os demónios fugirem.
Guardadas no baú, privando-nos de todos os pensamentos.
O que senti! E o que eu soube, nunca transparece exactamente nas brumas da memória!
Pensamentos fúteis, vivencias puras! E saudades…
Detalhes pequenos presos na eternidade e historias que eu contei por aqui…
Se algumas, eu as conseguisse compreender, talvez elas deixasses de ser o escuro do dia ou a escuridão da noite.
Sobre um céu maligno parece que todas essas “fotos” desbotam para tons de preto e branco.
Se eu as conseguisse esquecer, talvez “elas” me esquecem a mim!
Recomeçar, retirar os “dias cinza” da vida…
Partilhando esse paradoxo, viro a página, removo as pedras, para que o que esteja por detrás da porta seja um raio de sol iluminando memórias obscuras e um coração de aço.
Cansado de esperar, atrás dessa mesma porta, tento a abrir!
Porque nunca ser, nunca ver não ira acrescentar à memória o parar da respiração, e difícil mente irá fazer parte do céu azul…
Semelhanças presentes, trazem-me de volta o sabor do “primeiro beijo”…
Sorrisos, olhares, e o medo que desaparece…
Promessas feitas, e segundos que dizem o nosso nome…
Momentos de alegria, e o momento zen ao som “daquela” música na rádio!
Um café a dois, um carinho e a desordem dos sentimentos, lentamente despertando.
Uma chama acesa, lembranças e razões para viver…
Loucuras esquecidas, enquanto o dia termina…
No silencio do sentir, quando eu estou em mim! Eu revivo esses momentos… E olhando-te sinto que as emoções vão se repetindo…
Detalhes de uma vida que às vezes nos deixam chorar, sorrindo.
E escondo-me em ti…
Os segundos vão pensando lentamente, e sem hora para chegar as memórias regressão, abrangem o espaço e não as consigo esconder.
Sonhos sorriais e simples, que encantam …
A maior de todas as aventuras, revidas até hoje nas minhas loucuras, a mais amarga das vitórias que vivem no livro das memórias.
Então nos teus braços as angustias são uma canção e já não importa o quanto se errou, porque o que passou, simplesmente passou…
... Recordações!
Radiohead
Creep
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