dESMORONAR…

E sem se deixar fazer refrão, Uma cidade onde faz sempre frio, onde não se repara no olhar vazio e no corpo que o habita…
E no meio de tudo e de um nada a perder, um segredo, e mais uma barreira a vencer…
Um silencio louco que me apanhou-me desprevenido,
Atravessar os “muros” na verdade inexistentes, um chegar diferente.
Agora já temos tempo para nos rir das estrelas, e como no cinema a tua voz, um ecrã,
um estado e uma maneira de beijares a manhã
Voam pássaros, morcegos que assustam o espírito, e a demência que a amanhece…
Já passamos as barreiras, e escreveste pelos muros como se fossem folhas de papel,
Dizes: Pelo sentido amplo da palavra dividem e separam! Mas apenas à superfície!
Querem nos parar, mas não aqui…
Porque tudo o que quero é alguém para acreditar ….
A “luz” Parte de ti, e o desmoronar que acontece.
Ainda há tempo esta noite, para quem começa a sobreviver, sussurros e acordes destorcidos…
Dos “muros” faço 1000 janelas de vidro, por onde te posso espreitar, no ar fica o “cheiro” do destino, a chama, a pele quente do inicio a acordar.
Dessas janelas vê-se um lugar bem melhor, esta vista, esse céu ou seja onde for.
Um instante demente, vertigens divinas,
Abri-las e deixar as palavras devorar os segredos entre uma névoa de gente.
Acordar em um abraço sereno de ti, dizer que os limites nos fogem das mãos, porque a vida não é só um pedaço vazio, mas sim um espaço eterno de esperanças não pequenas.
Apanhar a coragem do tempo onde te invento, e juntar-lhe o melhor de mim.
Não sei se é a luz das manhãs Pelas sombras desses mil muros, ou é a mão aberta que se faz à estrada, na luta de alterar…
Uma sombra, um bater devagar e mais uma “noite” para Viver…
Um estado que não tem “braços” que nos impeçam de voar, umas barreiras, simples de desmoronar…
Não sei se é a luz da alvorada, ou apenas uma rua onde corro só.
Um destino ainda longo, e um vento assim, quando a distancia se faz longa há “separações” sem perdão.
E assim como uma barco que atraca no porto, mato os dias e os muros que me separam!
Mergulho no abismo de um olhar inocente, venço os limites em um abraço sem pressa pedindo O sempre.
E assim sonhei que muros desistiam, que o sangue me fugia, e que tudo se escondeu só por nós…
Que voas sempre sobre as barreiras & os muros pelas asas que eu te dou, pelos dias e pelo acordar…
Passagens sem principio sem fim, barreiras entregues ao vento, gestos que riscam o ar, pedras e estados a desmoronar como pensamentos que fogem do chão…
Porque um dia de barreiras é um dia de amargura, igual a outro dia qualquer…
É mais fácil desistir, esquecer e como um herói perder, mas terá certamente …
Terá certamente mais sabor "vence-las" que ser vencido, isso com toda certeza de todos os sentidos.
Vivencias de verdade, prendidas em mim…
Another brick in the wall
Pink Floyd
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