Quando ninguém me vê!





Às vezes sonho que não chega a amanhecer, que a noite se mantêm em quanto estou por aqui, escrevendo apenas pretextos.

Às vezes penso como seria se conseguíssemos mandar na alma e na liberdade, se pudéssemos fazer da vida um conto infinito.

Um dia em que finalmente aprendesse a falar sem colocar pelo meio tantos rodeios, encher os dias de guerras vencidas, de sonhos e ilusões renovadas.

Às vezes confino-me a um lugar de portas abertas, penso em contar o porquê de algum silêncio!

Às vezes emprestas-me as tuas asas e eu elevo-me, ponho o mundo ao contrário e o corpo não me limita.

Às vezes tento escrever, mesmo do centro da minha própria existência, de onde nasce o ser, a infinita essência.

Existem algumas vezes, eu juro, que não guardava a vida inteira, somente momentos.
Mesmo quando às vezes não me importo que a minha escuridão, seja a minha estrela.

Que ao girar da roda me respondam que sim!

Às vezes pela noite mesmo de longe, queria sentir o sal, as ondas, a areia…

Deixar de parte as imensas tempestades e ter algo que tenha tanto de melódico como de fantasia, um toque de mistério onde não quero impor limites.

Pelo dia-a-dia aprender a ver o céu mais azul, guardar segredos em um qualquer baú
Às vezes vejo um mundo novo que segue, de onde um dia eu o deixei.

Colocar de parte toda esta monotonia, e ganhar mais uma batalha, derramar os segredos: abrir o baú, ter coragem de viver cada segundo como uma primeira vez.

Usar uma esperança pintada em um céu de cartão.

Às vezes penso que tu és a pergunta e a resposta, que és a carícia que me envolve a alma.

Às vezes imagino um universo feito de pequenas coisas, com estrelas que brilham por aí por sítios que nunca pude conhecer.

Às vezes ainda imagino que me dizes como está o pôr-do-sol, que me aconchego junto a ti, ainda que seja por um breve instante.

Que feliz que sou em metade de um conto de entardecer que observo, ao escutar-te.

Às vezes sinto que para mim sempre é de noite, mas uma noite que é como um entardecer, que tem o teu nome no céu.

O que eu não faria para contemplar-te, ainda que, fosse por breves momentos…

Para que falássemos os dois, tu de mim, eu de ti… Do coração.

Às vezes penso como se nada fosse igual a uma tarde de Março, no que podia ter sido mas não é.

Porque a vida é como é! Brinca connosco a esconder-se.

Às vezes questiono-me onde estão os mares de verdade, se não existe mais nenhum porquê?

Às vezes mostro que não há duas sem três… O que posso ser, ou não ser

Mas acima de tudo às vezes…

...Às pego na minha ilusão e transformo-a em realidade.



Two Steps Behind
Def Leppard and Taylor Swift

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