E se na Sibéria não existir “Marco dos Correios”!




É olhando para trás que percebo onde se errou, olhar para trás e ver o que se passou, o que se deixou passar!

Esquecer, enfim… deixar dia após dia, hora após hora.

Deixar vivas as lembranças só para atormentar, utilizar o desabafo, a união das letras conjugadas em textos, ou projectos de… Apenas para ajudar, sim ajuda mas não basta.

Há sempre uma poeira que fica, que não sai, uma poeira de vida (iludidas), como se não bastasse.

Escolher a parte que mais “dói” em vez de mudar o disco.

Esperar, e esperar, deixar para lá, tantas vezes… até ruir, é uma escolha nossa, Minha!

É na hora em que tudo dá o estoiro que consigo ver o quão a falha é Minha, esta tendência de procurar sempre, mas sempre o intermédio das coisas, tentar deixar tudo no lugar e esperar que as pessoas mudem, acreditar!

Mas na grande maioria não mudam, vão ficando até que acabam…

Apercebo-me que me tornei uma” vítima” dos instintos, vezes demais, até que venho à tona.

E questiono com quantas emendas se reconstrói o que não gostaríamos que desaparecesse.

Deixar os pontos finais, as reticencias, sempre com uma sensação de indolor à superfície, mas nunca definitiva.

A verdade é que os momentos sempre “apedrejados” pelo senso comum do que é a “linha” tiram o “sabor” à vida…

Pode de facto resolver algumas coisas, mas desde quando comodismo é positivismo? Ficar só porque enfim?

Então guardo um momento para mim, um momento em que consiga sorrir, e na dúvida sigo em frente …

Deixo de pensar nas coisas, não as ponho de parte, mas deixo as amadurecer e guardo um tempo para mim.

E vou lendo nas entrelinhas…

O Mundo não me cairá nos ombros, e escolho o que é “real”!

É engraçado quando percebemos que situações que são absolutamente divertidas começam a perder sentido com as escolhas que lhe juntamos!

É aquela ideia de estar no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, sob a mesmíssima atmosfera e já nada funciona!

Querer contar todas as coisas e acreditar que existe um “lugar” que é comum a todos, que significa igual... É apostar na queda!

Não viver o “momento” porque enfim... E mais não sei o quê!

É deixa-lo ser um sopor de vento, que quando o tentarmos achar já não estará do nosso lado…

Recriar Palavras ou momentos do passado é um passatempo que mata.

“E se” é um veneno na desfiguração da realidade, sobretudo quando usado para contornar tristezas que não nos levam a lugar algum.

Prerrogativas hipotéticas ainda ajudam menos até porque não mudam absolutamente nada, não reescrevem o passado e principalmente não alteram o sentido.

Mas não é “decepção” se existir! Que é o ponto auge, o mal resolvido é pior.

A dúvida da incerteza e das palavras não ditas tomam conta da situação e vão minando devagar lentamente transformando o sentir…

Abre espaço para diversas interpretações fantasiosas….

De tempos em tempos isso acaba por nos consumir, porque em suma o ser humano escolhe sempre o que mais o magoa! E essa escolha é uma m*rd*…

O lado bom de tudo e existe sempre um lado bom! É que essencialmente as pessoas são livres, e os “remendos” temporais…

Podemos sempre nascer e renascer todos os dias, mesmo para as mesmas pessoas.

E se na Sibéria não existir Marco dos Correios, que se lixe vou lá por sinais de fumo!




It's My Life
Bon Jovi

Não existe regra sem excepção!
Thanks… [+++++]

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