Perdi-me nas palavras.

Vestido de sonhos, falei! “Purguei” o que me saída da alma, com palavras que deviam ser leves e banais.
No escuro quis ser porta-estandarte, escrevi o desejo, do futuro que parte, de como queria ser…
Imaginei a vida em um momento, que a noite me levasse e um anjo me chamasse!
Na “esperança” trazia pouco, acabo por levar ainda menos, é o forte preço da “queda”…
E a distância até à ao chão é tão pequena, tal como já o havia previsto.
Em minha defesa que há dizer?
Que é assim o meu jeito? Que sou louco, livre e talvez um pouco mais!
Que solto as amarras lá do fundo, para tentar mostrar a cor céu, sempre pelos oito ou oitenta!
É impressionante a capacidade que tenho para ser inconveniente, conseguir sempre escrever a história à média rés…
Mas se pode-se voltar a trás no tempo, e o dia não acabasse, eu quereria, ou eu precisaría de mostras o que tenho de “Bom”.
E como um labirinto agora fujo de mim, enquanto tento a creditar até ao fim.
Esta mania de que é o sonho que me faz viver, ainda vai fazer com que “com sedas mata e com ferros morra”.
A minha vida é mesmo assim sempre caindo, levantado, quebrando e pegando sempre em tudo e transformar em honestidade!
E então eu também transformo-me em outra pessoa qualquer e acabo sempre “caído” no lugar-comum do ridículo…
Não sei quanto tempo fui, nem se me trazes em ti, não sei da luz da manhã, nem sei o que resta, navego escondido e perco das mãos um sopro de vida…
Não sei se o “punho” se fechou, ou se a noite me sorri, só por si…
Corro para chegar até ao fim, porque afinal tudo isto é apenas o que eu sou…
Tento sempre saltar o muro com o risco de cair,
Peço que me levem para longe, pois já não consigo andar…
…Imóvel fiquei, e como que sem roupa pela praça do município andei.
Peço perdão, não tenho o direito(...) então grito e tento emendar a mão… pôr de parte o que detesto de mim.
Não quero enganar!
Diz-me o que é que eu fiz, que eu vou tentar mudar, não suporto assim…
Sinto como que se tudo fosse pressionado a imaginar-se culpado…
...Então ponho a culpa em mim…
Sorry!
Palhaço triste... Triste palhaço…
Everybody Hurts
REM
Comentários