, Joys and trials
As vezes sinto como se não fosse possível
sentir, como se não fosse real!
Isto deveria magoar! A vida deveria ser sofrendo…
Deveria ser como uma música solitária com palavras imperfeitas,
onde nos perdíamos no caminho, onde as notas passavam e os sentires terminavam.
Isto deveria magoar! A vida deveria ser sofrendo…
Poderiam as pessoas entender um escritor louco, passando pelo inferno dos sentires, desistindo de contar com o tempo?
Quantos “quereres” pode alguém querer, antes de começar a ser?
Quantos erros se podem cometer, antes de se conseguir ver?
Quanto amor vai levar, para ela não querer ir embora?
Quantas lágrimas posso chorar até começar a sorrir? Ou sorrir até elas secarem.
Apenas um chute no balde, uma vivencia fora das anotações e dos dizeres, dos queres de Zeus, ou de Cronos, ou de Vénus.
Uma plateia cheia de toques e tiques, de nuvens baixas e ruídos de gaivotas, como um last rendez-vous.
Poderia parar por aqui, e o sol não entrar lenta e
cuidadosamente pelo horizonte da manhã e a vida parecer incessantemente uma
batalha, daquelas que não se conseguem vencer.
Ser a utopia de uma hipótese em um concerto desconcertante, ou uma corda que aperta, mas não segura, repleta de pormenores de vida que ganha significado e rapidamente desaparece.
Quanto tempo tem de passar, até à cumplicidade dar a mão ao infinito, em uma simples troca de olhares?
Deveria ser um jogo poker, de olhos chorosos pelo grande final, de espirais e mais cinco minutos. De sussurros de demónios e tristezas infalíveis.
Deveria não existir um laivo de esperança, ser apenas vontades de noites ventosas, e de pregadores falaciosos sobre o amor e como ser feliz.
Deveria certamente magoar, deveriam todas as gargalhadas ser encarceradas e as chaves guardadas por fantasmas de convicções malévolas, ser um pouco mais que meia dúzia de fins e poucas opções,
A culpa devia tomar posse, deveria ser escabroso as alegrias, os passeios contigo, deveria ser por decreto, por imposição vergonhoso, e acima de tudo incontrolável.
O Amor, deveria ficar pelos papelotes e laçarotes empoeirados e provocações avassaladoras.
Mas talvez eu esteja demasiado cansado para me importar.
One more Try (Live in London 2008)
George Michael
George Michael

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