Só para ver se tem som de saudade!
A vida acordou q.b., pateta, com um pouco disto, um pouco
daquilo.
Acordou esquisita, rabugenta, esqueceu-se do Sol,
esqueceu-se do Ser.
Foi tal o embaraço que nem o “Sr. da Ponte” alegrou!
Saudades, bater de coração e querer, querer de tempos em que
era simples respirar, do “às 4 nas escadinhas”, do simples que por erro de
receita se complicou.
Pelas horas, pelo agora, pelo quebrar das regras, do apenas
precisar que alguém te salve, por mil coisas e outro ponto de juízo.
A vida!
A vida é para ser vivida (já dizia o poeta) e por mais
noites, existirá sempre mais estrelas.
Então? Então, mesmo que te dê o chelique, mesmo que grites,
que apites e piques, bate com as portas, com todas.
Deixa lá! Põe a tocar o “Lado B”
Uma vez, não são vezes e assim “Baby, Baby” permite-te por
um segundo Ser, acreditar, a dar-te o klick.
Amanhã acaba o mundo e a vida vai rabugenta? Uma figa (é que
vai)!
Que se juntem as cores, que a manif seja metade de dança e
outra de beijo, que o que se faça seja o anúncio da “impulse”.
Que seja um pouco do ontem, mas muito mais do amanhã, espero
que da próxima dês tudo, que faça história e contes mentiras, mas não tires o
olhar do horizonte.
Arrisca-te, entrega-te, assusta-te e duvida, duvida de tudo
aquilo que és capaz de fazer, mas na dúvida, faz! Faz acontecer, faz a tua parte
com a leveza e simplicidade do toque.
Varre os fantasmas, pede mais uma rodada, bebe um pouco
mais, pensa um pouco menos, afinal não existe assim tão grande diferença entre
o certo e o errado, meio louco, totalmente certo.
Abre todas as caixas, encontra os contos desaparecidos e lá
no meio, entre os perdidos e os achados “Eu”, o eu que provoca as covinhas no
rosto, nos abraços (os teus), o sorriso maroto que casou com um amor desajeitado.
E de jeito envergonhado brilha, completamente inconsciente,
deixa-te estar e deseja, deseja aquela dança na sala, a surpresa surpreendida,
do pequeno nada embrulhado em tudo.
Não existe grande razão no aroma do perfume, entre o beijo e
o toque-
Não Existe?
Não, não existe, e queres saber? Ainda bem que a razão reduz
sempre tudo a “zero”!
Faz acontecer a entrega do Óscar, muda a cor das paredes, do
querer, do olhar, esquece a pressa de ser tarde, saboreia, vai um pouco
mais longe, ri, dá-te 2 minutos de neurose e deita fora o resto da caixa.
…Não tem mal nenhum no beijo
de despedida, desde que o próximo seja de "Bom Dia" em uma outra qualquer
madrugada rabugenta!

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