Like Limon drops!!!

 




Mede mais que a tua própria altura, permite dar-te o flick, e só por teimosia despede o flack.

Sê a inventora do remido na mesma proporção da loucura, repete os cromos (mas apenas os bons, ou de forma moderna os Top, Top).

E mesmo que alguém fale de ti, que pergunte quem é? o que faz? Esquece os artistas, deixa a vida ir correndo e usa a catastrófica frase. “Eu só vim pelo tinto…”

Dança, desfruta, não te preocupes com o futuro, ou preocupa-te, se quiseres, mas sabendo que a preocupação é tão eficaz como o Melhoral (daqueles que não faz nem bem, nem mal)

Das angústias o sorriso e pelo meio mais um gole, porque por aqui: “eu só vim pelo tinto!!!”

E no clique de tudo o que já está a dar para o tarde, brinda, provoca, saboreia e guarda na tua “Bucket List” todos os elogios.

O ontem que quase pareceu, não passa disso mesmo apenas o que pareceu…

Deixa o arroz queimar só para não perderes a novela, que está no fim, percebe que as pessoas vêm e vão, mas conforta-te que pelo meio da viagem os Reais sempre ficam.

Canta com a Banda do Meio do Mato, desafina, que se lixe, surpreende e surpreende-te.

Transforma-te em madrugada, mata todos os medos com o candelabro da sala de estar.

Segue a estrada, esquece as horas, os lugares e por todos os tropeços sorri, sorri pela “Mulher Maravilha” que és.

Aparece, pinta o arco-íris com a tua alegria, reivindica, reivindica o fim da solidão, do apanho das batatas, das coisas chatas e todos os papeis de embrulho.

E sonha, apaixona-te, desilude-te e de seguida sacode a capa, junta o Sol e a lua, emoldura o mais lindo dos teus troféus.

Faz uma live, mas desliga antes que te transforme.

Viaja! Aceita certas e eternas verdades… O tempo vai passar e quando isso acontecer vais acabar por fantasiar todos os riscos guardados na gaveta.

Sobe ao palco, canta todas as músicas, inventa o refrão, engana-te no caminho, beija-te ao espelho, falsifica a falsidade e entrega-te!

Deseja, conquista, devaneia, imagina, envergonha-te (mas só para ti)

Para que o sonhar, seja para tentar sonhar juntos.

 

E no final, mesmo que tudo isto não aconteça, mesmo que nada do que é supérfluo mascare a Princesa que és, que lá do fundo, do virar da esquina alguém diga –“Vê se percebes apenas a falta que ela (te) faz…”


Over the Raibow
Me First and the Gimme Gimmes

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