This shoes doesn't go to heaven!
Antes que o tempo acabe, que a timidez das nuvens retirem o sabor do Sol.
Paixão! Em um rotulo de “misteriosas formas” de beijos sob a
luz de mil estrelas, sorrisos e toque, de quem cuida.
Realeza de memórias desaparecidas, de alma azul de outro
lugar qualquer a norte de um mundo encantado onde o tempo não conta e o querer
vale mais que os anseios.
Insensatez de quem olha dentro de todas as fantasias e as
realiza, uma por uma, da parte do nunca, do todo tanto.
Nunca percas tempo com as lamentações, no máximo relembra
apenas o quão bom foi, não existem formulas, ciência ou estupides que explique
o inexplicável, que perceba a cumplicidade de mais, muito mais que desejo.
Certezas “absolutas” de quem foi embora, relembrando o
quanto era ficar, o tolo que hipotecou o tempo por troca do que passou.
Enamorados de marte, dos quais nem multidões relembrariam o
nome, de memoria e paixões acesas, transformadas em querer, só por querer, sem
apelo, sem agravo…
Será sempre o Único, o inexplicável, será sempre mais que
sentir, sempre mais que querer, será o simples descomplicado de quem se sente
com sorte.
Amor no mais singelo do adeus, do regresso de um futuro “vizinho
do 4º Esq”, de quem faz da passagem um lugar para ficar do sobressaltar das
madrugadas, aos marotos sonhos de quem nunca se afastou muito mais longe do que
“só até aquela mesa”.
Será sempre um pouco mais que brasa, mais que ardor, mais que
vida!
Um pouco mais de asa e seria anjo, de madrugadas sossegadas,
aconchegadas, de escolhas felizes de quem enlouqueceu no sabor do beijo.
Será sempre um pouco mais de vida e outro tanto de nós, será
sempre mais que desejos de estrelas cadentes.
Arrepio de pele, querer, desejo e vontade de quem
gentilmente visita o amanhã na hora do chá do 4º esq.
No passar do tempo o eterno esquecido reencontrado,
remodelado de carinho e importância
Amanhã será sempre, sempre um pouco mais que pele, um pouco
mais que ser, amanhã será sempre e para sempre o despiste do (nosso) tempo.

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