So tell me, What is it you Truly Desire?
A vida foi-se embora com a absoluta desculpa que queria ser
feliz!
Mais desafiante e povoada por outros olhares diferentes, sem
misericórdia e com uma pontualidade britânica… Partiu.
O terrorismo emocional do mundo lá fora está maravilhosamente
distante de paixões em silencio e momentos inigualáveis.
Por mais que seja o medo, os teus piores fantasmas estão
apenas esperando que não desistas de ti, muito menos dos teus sonhos que (sim)
sabes sonhar.
E a vida, a que se deseja, percorre entre as letras daquele
livro que fala de Amor, e distraída por desabafos mudos apercebe-se do quanto
fazes conhecer de ti, de todos os momentos.
Enlaça-me e desenlaça-me dessa corrente de incertezas, faz
as malas e foge entre momentos fugidios, em interrogações voláteis, mas saborosas.
Talvez, talvez sejas apenas a Princesa que me vai salvar…
(O nosso mundo corre aqui, onde a vida real, aquela dos
dissabores, pode esperar)
A Felicidade não tem limites e muito menos receios bafientos.
Qual a piada de só ser metade quando a vida, o desejo, o
querer se entrega por inteiro?
Junta as promessas, o adiamento, toda a frieza, os pedaços
de distância, as ausências (as dolorosas e as nem tanto). Esquece o mais ou menos,
o pode ser, as dúvidas, os fretes e por uma milha, que seja, deseja apenas que
sejas essência, nua e crua.
Perdes-te o norte? Então aproveita o calor do Sul, preocupa-te
mais com os sorrisos do que com os desencontros.
Jogar “as sortes” só fará esse tudo ser tanto, enquanto o
tanto se reduz a nada.
Agarra a minha mão, porque eu lembro-me da cor do por do sol,
do sabor das surpresas, da timidez do Bom dia e o caminho que te leva de volta…
A Imprevisibilidade previsível dos pontos cardiais onde te
perdes, fazem dos dias o muito cheio de nada, com a mesma displicência do nada
repleto de tudo.
E o Desejo?
– Qual?
Aquele o verdadeiro e absoluto!
- Ah,
- O Desejo apaixonou-se pela loucura viciante e sadia
Não pares de viver, só porque o encanto das estórias prometidas
acabou desencantado,
Acredita, procura, realiza, resiste e falha, falha as vezes
que forem necessárias, mas volta sempre à casa de partida, sem nunca em tempo
algum desistires.
É que amanhã podes nem sequer já poder tentar…

Comentários