Reflexos

O cansaço surge devagar, o corpo pesa e mais um dia que grita “termina”.

Mais um dia que ficou por desenhar, por colorir, por chegar mais longe.

Provavelmente será verdade que temos que aprender… Que existem propostas que são “uma vergonha” Provavelmente assim o será!


Esta tudo demasiado emaranhado para me dar sequer ao trabalho de pensar,


O que chega basta….


Por vezes esqueço-me que às vezes falha-me o chão e balanço na vida,

Por vezes esqueço-me que para o substituir é não ter…

Esqueço de juntar os pedaços, de não ver o que a noite esconde, e o soprar do coração.

De prender o meu mundo, na palma da mão para poder congelar o momento, de deixar a vida ficar à beira da praia, peço apenas um tempo, para poder ficar, para poder passar e poder sair.

E Agarras a minha mão com a tua mão, e as deixas fechadas e o que cabe é pouco, mas é tudo o que tenho, esperando por um trapézio sem rede, de não ter, nem sentir…

O Tempo gela, e o frio apaga, e no fundo não ir de encontro ao muro é esperar o que por lá há para dividir.

Pode ser que tudo valha pela metade, que nada se ganhe no final, a vida nem sempre nos faz sorrir, mas é vivendo que o tempo “nele” tropeça.

Se acreditar nas brincadeiras em que se dizem as verdades, fosse suficiente para se ouvir essas mesmas verdades, que teimamos dizer brincando!?!

Perfeito e imóvel, o dia termina e suspiro,

Chegou o tempo em que o burburim dá lugar a imensa calma e que todo este mesclado se torna companheiro, em que o os pensamentos surgem, o zumbido e o baralhar das cartas nos trás à mão o jogo pronto a lançar....

...e o cigarro Apaga.

As palavras voam e mais uma vez dão lugar ao silêncio, volto ao chão! Aquele que eu não tenho.

Mais um dia que termina, e agarras-me, com a tua mão, um beijo, um segundo, que amanhã já não estou aqui.

Mais um dia que termina e a luz apaga....



One Last Breath
Creed

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