O SILENCIO REFUGIOU-SE NO PODER DE UM OLHAR

Quando todos vão dormir, quando a noite está a chegar….
Fico parado, imóvel sem ar, assim como as palavras…
Em silêncio penso em ti, ecoas suave nos meus pensamentos, as palavras não tomam conta, apenas o sentir, as dúvidas provocam cada vez mais incertezas.
O não saber o que está do outro lado do olhar, deixa-me completamente louco, bobo por vezes e à deriva.
Não sou grande coisa, neste jogo do que pode e deve ser, julgo pelo sentir, não pelo redor.
Inspiro cada momento sem medo dos actos que possam vir, fico mudo, sem réstia de reacção sentindo-me sozinho…
Prendo a vontade do sentir e pelo caminho meto os pés pelas mãos…
Sem qualquer sossego, sinto vontade de explodir, de dizer tudo o que as palavras não podem dizer e ficar de pensar só depois.
É difícil pensar no que possa ser quando por momentos, aqueles momentos em que nada se diz e tudo fica dito ficam a balançar deixando a dúvida do que se possa estar a passar.
O que possa surgir da alma, pura loucura na imagem do espelho.
Duvidas? Poderá ser mas a verdade é que pelo meio sinto-me como um barco nas marés
Hoje senti saudades tuas, hoje senti que afinal fazes falta, quero que saibas que sem a tua presença as coisas não têm o mesmo sabor.
A dor do silêncio traz-me de volta o teu olhar, aquele em que julguei ver aquilo que procuro.
Assim a modos de fugida, porque as coisas parecem acontecer todas ao mesmo tempo.
De facto faz-me falta estar perto de ti, estar contigo nem que seja por breve momento, perceber se o sentimento se mantém …
E fico em mim como alguém que deserta, que dá meia volta e acaba em parte incerta, no meio dos perdidos e achados da vida.
E no fim fico mais só do que sozinho…
Sinto vontade de te dizer, desculpa de te dizer os altos e baixos, mas as palavras não surgem…
Apenas a vontade,
Porque o vento desfaz o que está por dentro, e eu preciso de me achar de perceber de uma vez por todas, quem sabe um indício teu…
Breath me
Sia
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