God rest my Soul...

 

Borrifa-te no sim, que se lixe o não, penhora alma por mais um beijo.

Dança, acaricia o rosto, que o amanhã só vem depois, veste a pele do diabo, morde o lábio, melhora o sorriso e deixa a tristeza gargalhar sete palmos debaixo de terra.

Entrega o teu mais sincero e mais valente f*d@-se, ironiza dois minutos, faz o drama ficar intimidado, vende os medos, troca os repetidos, ausenta-te, tenta esquecer, se assim for possível.

Veste o teu melhor vestido, cuida de ti, ama o dia, a noite e lusco-fusco, dá-lhes a cada um mais um pedacinho de ti.

Encontra uns braços para abraçares, sussurra infinitamente, partilha um café, ou a vida.

Abre as janelas da escuridão, espera por mim uma tarde inteira, um pôr de sol, ou então uma eternidade.

Contempla as estrelas, mas não as contes, só para não as limitares. espalha aos quatro ventos o quão especial és!

Para o tempo, entrega-te, esconde-te da sina em um momento mágico, seja ele de meia-noite ou quatro da manhã, de uma noite de verão ou de um passeio na areia.

Sopra as falsidades, dá-lhes aquele teu ar sedutor enquanto ajeitas o cabelo e lentamente deixas as bochechas corarem, sem dizeres uma única palavra.

Lança os dados, acredita que não estás sozinha, que haverá sempre um pouco mais do que 500 metros da porta de casa.

De vez em quando convém fazer as coisas bem, e talvez seja tempo do “talvez” fazer as malas, arrisca falar um bocadinho demais, só para equilibrar, faz um punhado de escolhas erradas, só para correres o risco de acertar de quando em vez.

Esbarra-te com algumas distrações, sejam elas as luzes da cidade, restos de um sentir, ou o toque da minha mão.

Esquece a guerra, com a mesma displicência da paz, coincide o bater do coração com o recado que a saudade deixou escrita em um post-it por aí.

Arranca-o e leva-o a passear, mostra-lhe as viagens, os desejos, as escolhas, mostra-nos a nós só mais uma vez.

Olha-te ao espelho e convence-te de toda a tua beleza, o teu carisma, acredita um pouco nos outros e tudo em ti.

Não te importes com o atrevimento de quem quer tomar o teu lugar, vai buscar as pipocas, com aquela certeza de que o primeiro lugar na fila deste palco terá para sempre gravado o teu nome.

(Seria uma absoluta perca de sentir, conscientemente abdicar das asas por algo tão efémero.)

Acredita, tenta, sonha e faz acontecer do teu jeito ou meio atabalhoado, com ou sem plano engana os Deuses, só por mais uma hipótese.

Encolhe os ombros, enlouquece, esquece e relembra, faz figas, arrisca, ignora as respostas e deita fora as perguntas.

Faz o que der na real gana e no meio de tudo isso apresenta-te de novo, só para poder sentir-te mais uma vez!



Hell Yeah
Ride Free

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