Lookalike... A MEMORY!



E se voltássemos para aquelas noites de verão, no exato sítio do efémero pálido ponto azul em que trocamos o olhar pela primeira vez, em que a estória se fez com pedaços de filmes e romances inabaláveis de queres eternos que, teimosamente, teimam em não ir.

Vamos voltar lá, ou qualquer coisa parecida,

Parecida com aquele momento em que o desejo se mostrou entre o frenesim das luzes da cidade, e um beijo fugiu da razão e com uma velocidade pseudoerótica se fez sentimento.

E se voltássemos ao tempo em que o toque era mais importante que roupas pelo chão, em que o improviso transbordava, as gargalhadas, os olhares, as conquistas, ao tempo em que as estrelas eram o limite e os sonhos o guião.

Não é possível mudar o que foi feito, e seria uma tolice entrar em competições quando na verdade já ganhamos todos os trofeus.

Não importa muito as tentativas do mais ou menos, do passar dos dias será sempre um fugaz fechar de olhos e aroma a querer, será sempre qualquer coisa parecida com o que era notável.

Qualquer coisa parecida com aquele instante em que cruzo o teu pensamento, ou aquele sorriso que me faz lembra o teu,

Quando o “por acaso” voltou a juntar os dois eternos estranhos, mais cúmplices que a memoria conhece, e os deixou a viajar sem tempo, sem impossíveis ou qualquer coisa parecida.

Parecida com o enredo entre os dramas do eu te amo, com o tanto faz das conversas com sabor a festa,

Não se consegue pedir licença para a intensidade, para o encantamento, a espontaneidade ou o frescor de uma lufada de ar fresco entre correntes de ar “malparidas”.

Ou qualquer coisa parecida, parecida com um crime perfeito, ou com uma lenda espalhada por olhares enlouquecidos.

Parecida com a bagagem que trazes guardada entre os improvisos da vida, pelo sabor suave de uma pequena mentira de quem se afastou por medo e não por sentido.

Parecida com uma noite de assaltos, sobressaltos e sonhos.

Ao tempo em que eramos tudo, menos uma simples historia de amor, ou qualquer coisa parecida.

Aquele cantinho só nosso, no exato momento em que sentimos que já mais seriamos apenas estranhos, na facilidade de quem retirava os filtros.

Todos nós temos um momento de viragem, contrariando ou não os sentidos, as setas e os sentimentos.

Haverá sempre um momento para instigar a coragem ou simploriamente desistir.

E na hesitação do sentir, a única garantia é que desistindo nunca irá acontecer.

Vamos voltar às conversas bobas, mas tranquilizantes e quando as palavras falharem, ficarmos só a observar os queres alvoraçados da cidade.

Ou qualquer coisa parecida, parecida com aquele copo que sabia a desejo, mas não aquele mundano e carnal, demasiado pequeno e arriscar.

Arriscar nem que seja em sonhos e ilusão, que a espaços vai acalentando o coração.

 Ao tempo em que duvidamos se nos conhecíamos há 20 minutos ou 20 anos.

Ou qualquer coisa parecida.

Haverá sempre uma aura deslumbrante, um tom misterioso nas páginas do que não aconteceu…

-Anda

 


Sweet
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