Eppur, si mouve!
Era um pedaço de desejo e querer como qualquer outro acelerar
de vida, Tinha um jeito único de vivenciar e experienciar, ia alem da carne.
Era o parar do mundo, das pessoas e do Amor, ia um pouco
acima, subia mais um degrau ou dois era uma alegria indescritível, inqualificável
e inimitável!
Era o Único na mesma medida do todo, era como se o dia se iluminasse,
mesmo que o Bom dia, fosse disfarçadamente desgrenhado e ensonado por via das sensações
vibrantes que ao amanhecer adormeciam exaustas.
Era o pavor e a vontade, no final de um sorriso, um Até já
entre os desajeitados momentos de loucura, era procura e o encontro, o ciúme e
a falta de coragem.
Era nós 2, a nossa paixão o mundo, o nosso e a banalidade do
que nos rodeava.
Era outro tempo, outra idade, outro som do vento, outros demónios,
outra proximidade, mas a mesma Alma.
Era muito mais do que valer por agora apenas um mero rotulo de saudade.
Era o riso, o abraço, a conversa e o anseio que as horas não
passassem, era a página daquele teu livro preferido, as ideias alucinantes de
Ed Bloom e o sensato refrão de “Basked Case”.
Era o sabor cintilante de uma química extrassensorial, era
algo que não saberemos explicar, não era só desejo, não era só platónico, não
era só por agora, mas também não era ilusoriamente para sempre!
Eramos o toque morno nas noites de inverno, eramos todas as
palavras, todas as cenas, todos os momentos, mesmo que acompanhados por um mão
dada diferente.
Eras perfume que disfarçadamente punhas para agradar.
Era aquele charme de momento diferente!
A ilusão perdida e o aconchego da tristeza, o terror e a
certeza, eramos caminhos diferentes, desígnio, “amor em tempos de bibe” e a esquizofrenia
de um reencontro
Era o que o mundo em grande parte não se atreveu a sentir, a
desejar, a imperfeição perfeita de uma amor amedrontado da sua gigantesca exuberância.
Eramos…
E se isso não é a verdadeira ressonância de Felicidade,
então o mundo não passa de um mero e cínico “beijo de Judas”!

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