Fomos tão longe só para cair!
Eu era a pressa de um final estonteante em um entardecer que
se queria para sempre.
Fomos eternos até o tempo fugir, não almejávamos qualquer
outro amor que não fosse assim.
Fomos únicos na vida um do outro, fomos estranhos e cúmplices,
confiança e desilusão.
Sonhos e promessas, em fogo lento, tínhamos asas e química, tínhamos
o querer e a dúvida, onde a vontade não venceu.
Cobardes de uma tentativa esquizofrénica, o primeiro voo de
um tempo de ilusões e sentimentos de verdade, tão verdade que de alguma forma
se sobrepõem às desilusões, às mágoas e indefinições e dessa forma arriscaria a
dizer que nada, rigorosamente nada é tão nosso como esse “querer”.
“Se precisas forçar é porque não é do teu tamanho!” e esse é
o preço de quem desafia a lógica.
Amar não chega! E é por isso que na receita do “nosso para
sempre” se junta o carinho, a amizade, compreensão e respeito.
Fomos o mais imperfeito conto de fadas, mas certamente o
mais verdadeiro.
De uma forma estupida a vida vai disfarçando os Heróis de
vilões e os segredos da pele de estabilidades ilusórias.
E eu fui um pequeno príncipe em uma canção que procurava patentes
mais altas, fui verdade em um refrão de antíteses e paradoxos.
Restando apenas a menção de honra daquele fugaz momento em
que fui eu, no melhor que um dia toda a poranduba contará com o entusiasmo extremo.
Fomos início e fim em uma frenética vontade que deixou de o
ser....
Tínhamos sonhos e promessas, fomos dança ao relento e
madrugadas sem dormir de amor puro.
O segredo mais mal guardado de todas as “Bavieras” e a forma
mais fácil de gostar!
Tínhamos asas e voamos, fomos cúmplices na perca e querer no
amanhecer, ao de leve tocamos o céu e por batotice iludimos os medos de um
qualquer relógio, de um qualquer tempo só nosso.
E entre todos os fios soltos, entre os contos mais absurdos e os desejos mais profundos seremos para sempre aquela eternidade da Saudade.
Gang of Youths

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