Please, Don’t you dare!

 



Nem se quer te atrevas a ser apenas esse resto de ti, haverá certamente mais nesses pacotes que nunca mostraste.

Naquele bater do coração entre a loucura do desejo e o carinho de quem uma vez na vida se importou.

Se importou em olhar por dentro, em compreender e valorizar,

“há anjos que perderam as asas” e por muitos céus negros e algumas fotografias do passado, há sempre um pote no final do arco-íris.

E um novo começo à espera junto à porta de entrada, então sorri e entrega só um pouco mais de ti.

Nem sempre a melhor protecção é a defesa total, a Vida precisa da conta, do peso e da medida, mas racionar por racionar que se racione apenas os frios pores do sol, que se dê asas à coragem, à vontade, seja ela qual for, que se pule e se dance “como se ninguém tivesse a ver”!

 

Valoriza e valoriza-te, faz um remake muda as personagens, os condimentos, as paisagens, mas… Mantem-te a ti.

 

Não te atrevas a ser o fiel guardião dos pesadelos debaixo da cama, dá-lhes folga, deixa-os também respirar, permite-lhes mudar de tom, e se porventura algum continuar a teimosamente a querer sê-lo, então que seja o pesadelo mais suave e colorido que a fabrica dos “Monstros & Cia.” Conseguem realizar.

Há sempre uma opção e eu ficaria feliz apenas por ficar, entre aquele interstício do sentir e do partir.

O desejo e a falta de ar, são apenas a fusão entre o toque especial e o sentir intergaláctico, inexplicável.

E por isso não te atrevas…

…Não te atrevas a ver tão pouco no imenso que és, a ser menos do que tu mesmo és.

É essa parte que fascina e nem todos os que cruzam o nosso caminho veem para nos desiludir.

(E mesmo que aches que sim, simples… Não te iludas)

Mostra-me um pouco mais de ti, fala-me um pouco do teu passado ou então afasta-te, desde que isso seja a essencial e necessária última parte de ti,

Mas mesmo de longe não te atrevas a ser aquele final de estrada cheio de poeira, como quem passa cheia de pressa.

Aproveita e mostra-me coisas que nunca me mostraste antes, os quadros que te fascinam, os textos que de alguma forma ainda guardas, e os segredos que o coração te preserva.

Sê o sim, o não, mas nunca te atrevas a ser o talvez.

Sê o que te faz feliz um instante na vida, por uma pequena faísca de vida grita a liberdade que procuras, aventura e aventura-te.

Passa pela vida e não a deixes passar por ti faz tudo q.b.

Mas,

Não te atrevas a ter sido um breve instante sem cor e insignificante, porque aí sim terá sido tudo uma perca de sentido e sentidos, de sentimento e sentimentos…


Crazy (cover)
Daniela Andrade

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