Darling, a beautiful thing is never perfect.
Aí, se eu soubesse!
Se me dissesses que a vida dava a volta só mais uma vez.
No carrocel do encontro, se fosse possível lá voltar, nem
que se fosse só por magia, mais uma vez.
Que fosse uma lotação esgotada… que fosse uma festa com fogo
de artificio, roda gigante e algodão doce.
Aí, se eu pudesse só mais uma vez!
Sente-se no ar a falta do contar das coisas que não sabias,
da areia ao teu lado, das medrosas histórias que geladas aguardam um qualquer
final feliz!
Sem saber, sem querer, sem maldade, o desejo que foi
correndo pela corrente, espera e desespera, tal como na vida real adormecido
perde a força dos sonhos.
Olha o sorriso, as estrelas e da estranha teimosia de querer
ficar perto, das saudades, do “je ne se quois”.
Mesmo assim o Mundo consegue mudar tudo de ponta a cabeça, e
fazer com que o tenha termo, seja simplesmente para sempre!
Aí se eu soubesse, se me dissesses que por um instante seria
possível voltar aquele beijo, pedia(-te, Princesa), que me viesses buscar só
mais uma vez.
Afinal o mundo não quer nem saber, se é amor ou detergente
de roupa, por ele pode ser sempre meio termo.
As coisas melhoram, as coisas pioram, mas no meio de todas
as estultices a verdade é que aquela madrugada continua apenas a ser sorriso,
umas vezes de saudades, outras de desejo, mas sempre um pequeno arrepio que
eternamente terá sabor, terá valor (e nunca preço).
Não ligues para o que a aparência te diz, arranja mil e uma
maneiras de a esquecer, há sempre mais um pedaço por descobrir, por sentir, por
compreender, por fantasiar.
Não te prendas a medos de atitudes que vistas bem as coisas
e as contas, não tem assim tanta relevância.
AS coisas são o que são, sem agruras ou engulhos, sem culpas
ou culpados.
Permite-me então que brinde a Nós, aquele pequeno momento único
e inigualável e por um lapso de tempo, pedir à vida para (lá)
voltar só mais uma vez.
Halestorm
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