Let me tell you a Story
Conta-me os teus sonhos,
fala-me sobre o teu coração, como ele está, o que tem escrito.
Fala-me das tuas saudades, de
quem partiu, de quem ficou, e de quem apenas regressou…
Cruzaste-te o meu caminho, e
com olhos de néon algures na imensidão da eternidade.... Chegaste sem fazer
barulho... foste leve, subtil e tranquila.
Conta-me da loucura dos medos
aqueles mais disparatados, do que te faz feliz.
Para que seja leve.
Resgata o sorriso, o querer,
esquece os velhos dias, é Verão, diz que estou errado que é apenas o
esconderijo do amanhã.
Fala-me do (im)provável, das coincidências,
das coisas novas, do que faz diferença, do que acelera o coração.
É tudo tão lindo por aqui!
Fala-me do beijo, do adeus, das
tolices inesperadas, do pretérito prefeito, do nosso agora ser apenas mais uma distância
mais próxima.
Diz-me tudo aquilo que tens
vontade, esquece a coragem, o que te retira o ar e a tua mais doce memória.
(A)guarda no tempo aquele abraço
que ainda não aconteceu, junta-lhe um pouco de fogo de artificio, a tua música
e umas notas do um qualquer piano.
E de forma entusiasta, descreve
as certezas duvidosas que tanto te tentam, liberta o peso, solta as amarras,
esquece alem do medo.
Relembra com os pormenores do desejo, o dia
que cruzaste o meu caminho, o que se desajeitou aí por dentro, qual o paradoxo desde
o amaciar do dia ao abrandar da noite…
…parecias uma alma já
conhecida...num encontro já anunciado...
Houve energia, experiências,
loucuras, querer... e risos...muitos risos.... morder de lábio e desejo.
Sem ego, sem obstrução, sem
defesas...
Quando tudo foi silencio, nós
fomos madrugada, barulho e alegria da mais verdadeira, quando tudo foi música
nós fomos refrão, batida de coração, felicidade… cumplicidade.
Fala-me do que ficou, do sabor,
da meia-lua, das tuas histórias, da tua vida.
…E de repente assim sem avisar,
sem hora marcada ou autorização, no meia das palavras de repente, talvez, quem
sabe, nem quisesses mais ir embora…

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