It’s my turn to chase the monsters away!

 




É madrugada e a solidão toca á campainha, acompanhada de memórias e sorrisos únicos.

Há dias assim e noites condizentes em que será sempre mais forte a certeza do amanhã inconveniente, do que tudo aquilo que inexplicável e teimosamente insisto em manter.

Sempre que a vida começa a pesar um pouco, a memória prevalece nos pequenos nadas inesquecíveis!

Hoje, senti a tua falta e como sempre chegaste com aquele sorriso de criança, e no carinho, no toque da tua mão de quem traz sempre as palavras certas, trouxeste momentos subtis só para matar saudades.

 

Sabes sempre quando a tristeza chega e com o sorriso, aquele sem motivo, “acendes a luz”, e na cumplicidade de quem se conhece, sacodes ao sol e tudo parece ficar como novo!

É a tua magia, o teu carinho o teu querer e acima de tudo o teu Amor, no mais puro.

Sorrimos, passeamos de mão dadas onde as diferenças, as distâncias só servem para aproximar.

Abraçaste-me e sussurraste-me ao ouvido “ficamos, ou simplesmente corremos?” e por brincadeira gritas-te “estas tu!” e num desconcertante “Não me apanhas”, correste Vale abaixo esquecendo o Silencio do lugar, como fazias em criança nos domingos de manhã.

Fizeste-me sorrir como eu julgava esquecido, e se é para correr então que seja contigo, se é para brincar que seja em adulto…

… E se é para ser nosso então que seja eterno!

E pelo cheiro da relva, das nuvens no céu, aceitávamos o mundo e tínhamos o como inspiração.

E dentro desse enigma está a tua alma, o teu viver que faz esquecer inseguranças, medos ou incómodos, só e apenas porque sim!

 Fazes-me falta!

És o meu descanso inquieto, o meu porto de abrigo no meio das tempestades, a minha palavra de conforto na certeza das adversidades, a minha efémera esperança.

És tudo o que tempo não deixou, cada sonho meu, cada pedaço que faço questão de partilhar contigo.

És sem dúvida um pedaço de mim e antes que as luzes se apaguem, sem perdão, sem culpa tentarei sempre fazer-te orgulhosa.

Talvez seja a minha vez de afastar todos os monstros, de te contar uma história, de te sorrir.

O tempo passou e cruel não deixou mais poder te dizer boa noite, aconchegar-te e uma vez mais, apenas uma vez mais dizer que te amo, que o teu sorriso vive e prevalece.

Cumplicidade de espadachins e astronautas, cabeças no ar e princesas, esperança e medo,

Serás sempre um pouco mais e enquanto o sobressaltado ser se afunda na madrugada… A tua companhia.

Então antes que todos apaguem as luzes e o tempo desapareça, apenas fecha os teus olhos e sem pavor aconchega-te e no aconchego diminui o tom destas vozes dentro da minha cabeça….


Lá vai Sofia
Miguel Araújo (com a City odf Prague Philarmonic Orchestra)

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