Fora de Combate…

Como se chegasse ao fim… Lança-se o laço, aquele que nos amarrou…E o quanto tens de bom.
A atmosfera, traste em um andar de chuva, em uma voz de verão…
Talvez não tenha-mos cruzado os céus… o Sol… e isso tenha deixado uma “cicatriz permanente”
E Eu… Vou contigo…
Conta-me! Finalmente teremos a hipótese de dançar junto à luz de um dia?
Simples.
Uma batalha quotidiana que cede lugar à noite, magistral, magia… E de um lugar privilegiado, de cá de dentro, contemplo as mutações, frequentes e subtis… de tal forma que se tornam “invisíveis”…
E mesmo que não faça sentido, mesmo que não tenha um sentido, a vida não se detém a olhar para trás… Caminha….
Há momentos (na vida) em que em nada nos consegue seduzir, e estáticos deixamo-nos absorver pela fragmentação de sentimentos, agora transformados em meras quimeras.
Hoje… Perdeu toda a graça!
E de uma forma ténue frágil estejas onde estiveres, até mesmo nesse mundo de fantasia… Quero-te! Para além da intimidade de actos consumados e aquém da paixão…
Sedento de palavras, de presenças… E mesmo que os medos, as barreiras e os limites nos detenha a nossa conquista feita de persistência, simples e madrugadora, escondida em um qualquer corpo, despida de caricia e por do sol… Quero-te…
Em uma Utopia de segredo de sequências mágicas, que nos habituou a sonhar, a viver a emoção e de lhe dar a importância certa…
E (no final) o presente eras tu… e assim foi mais doce…
Confesso… Confesso que… Às vezes recordo as palavras... as ditas com sentido, por entre um beijo roubado, aquelas que sem desculpa, sem mais ou menos se transformaram em sorrisos…
E consumo cada letra, cada sílaba, devoro cada sensação, enquanto… Enquanto o amargo do que nunca aconteceu se enruga como uma folha de papel, se transforma em maresias de madrugadas inquietas…
Mestre do vento, ou demónio de um chão menor, o nosso tempo não tem ponteiros, não se restringe ou apaga…
E colando-me ao teu respirar, aceito… O silêncio, mas embriago-me pelo momento, pelo sentimento ritmado de quem quer, anseia e sente…
Do amanhã, restará certamente muito mais que o hoje, bem mais que a ridícula dor fantasiada de coragem…
E do “grito” só o eco toma forma, porque na verdade ao agarrarmos as “dúvidas” sufocamos a vida, paramos as esperanças e dissolvemos as fantasias…
Desejo ou verdade, a lástima dos dias de um futuro cego de vida, enquanto (aparentemente) o tempo abre um fosso no “sentir”…
E assim, às “escuras”, agarramos o tempo, os momentos e as memorias, com receio que passem, com medo que parem…
Mas então que parem! Que pare o tempo, o momento e a vida…
Que pare! Para que possamos pensar, para que possamos sentir… para voe até ao topo…
E mesmo que me transformem em um mísero portador de más notícias, a verdade é que não há momento que abarque, que suporte um “estado morto” ou um amor sem asas…
Porque entre histórias de revolta e frases vazias de um tempo demasiado e sem sabor, os silêncios definam a alma…
E Procuro-te, procuro-te por entre os sentimentos doloridos, ou actos de volúpia, de sedução, porque…
… Porque (na verdade) de pouco importa os destinos, ou os caminhos, se sorrio junto ao mar, ou se entristeço com a noite, em cada madrugada em que me perco…
Despido de qualquer vida ou razão, não me importa o que fui outrora, pois não são só os destinos que nos acabam, e jamais sejam o rasgar da pele fresca…
E luto…
Luto para que as palavras sejam sentimentos, que os sonhos sejam o reflexo da realidade …
…Que hoje, seja…
… Eu.
Para que Ironicamente longe de qualquer ilusão, seja… SÓ MAIS UMA VEZ…
If you give up
Hands on Approach
Comentários