AQUI…

Amordaça-te, não digas nada!
Não fales nem sussurres, por vezes o silencio é a melhor resposta,
Permite-me que por um instante demente apenas sinta o teu peito, o teu abraço e o calor do teu corpo, assim… junto ao meu, com amor, com ternura…
Sê o que sempre foste… Eterna…
E deixa-me fechar os olhos, saborear o momento, calado, imóvel, não faças rigorosamente nada! Não perguntes…
Deixa o morrer lento dos dias, e esquece que longe talvez o céu seja azul, e mesmo que seja sem ardor, sem magia… deixa-me acalmar em ti.
Anjo de tudo e do nada e sem uma única palavra, sem escutar… Que sejas apenas sentir.
Por vezes por tempos, o que será?
Seja onde for… Pára, fica imóvel, não digas uma única palavra, deixa-me apenas
sentir… Que de facto Eu sou a conjugação verbal de tudo e nada.
Fascina-me com esse teu sorriso de criança que teimosamente não deixo cair no esquecimento.
Indescritível paragem temporal, tímida, sincera verdadeira…Sinto-te amanhecer, sinto-te Ser…
Sem destino o vazio, toma-me nos teus braços, sacia-me a saudade, porque contigo…
Contigo, não sinto medo, de nada, de ninguém…
Sabes? Fazes-me falta, demasiada falta, apenas um olhar…
Estado habitacional, que mais ninguém vê…
Encontra-me como uma viagem que nos torna livres
Consegues sentir?
Tudo o que nunca tivemos… e deixamos?
Tempo emprestado e paz desconhecida…
Aqui, tudo e silencio, lágrimas e perca, carícia celestial e “letra”encantada…
E sem uma única palavra à distancia, pensamento, que torna a vida mais pequena.
Suspenso remeço de sonho…
Desculpa se não consigo ser “aquele”… O Super heroi, ou se não consigo dizer as palavras certas… longe e perto…
Porque na verdade entre ecos e sentimentos, estrada e queda… sou apenas… EU!
Pouco mais que carne e osso…
E que exista silencio, que exista o Tudo, o nada, inacabadas promessas escondendo as palavras por detrás do silencio…
Porque o silêncio, esse malvado, será sempre a resposta para a pergunta que nunca aconteceu.
Por fim…
Nobody Home
Pink Floyd
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