...Left without leaving
Não te
esqueças nunca de ti, de aquele ti naquele tempo em que me deixavas ficar entre
o sofá e uma chávena de café em uma manhã de domingo entre papeis e palavras.
Lembra-te de ti do tempo em que eras tristeza na hora do adeus.
Lembra-te, como
desejavas ferverosamente para que o sol não desejasse acordar, só para que a
felicidade durasse mais um pouquinho.
Lembra-te do
que foste guardando, do que fizeste questão de deixar e o que foi fazendo questão
de ficar…
Do que foi sorriso, do que se tornou bagagem e do que d’repente te provocou uma gargalhada.
Lembra-te e tenta sempre só mais uma vez, por ti, porque vale apena, ou apenas porque a vida pede.
E lembra-te
8 minutos podem não significar nada para o frenético universo, mas serão sempre
mais que suficientes para um abraço, um pouco de sorriso & purpurinas ou de
um café com sabor a um amor em tempos de bibes.
Lembra-te do
teu semblante no reflexo da maquilhagem que ao detalhe destacava a beleza
natural de a quem basta ser, e de quem ao adormecer entre um misto de raiva e
querer jurava que da próxima vez não daria ouvidos à cobardia.
D’aquela Princesa
insegura e irrequieta, mas de sorriso fácil, sonhadora, mas apenas dos que
valiam apena e d’aquele cavaleiro desajeitado, mas que prometia a todo o custo defendê-los.
Lembra-te dos momentos, do que eles tinham, qual o seu sabor e qual o valor de cada segundo, do que era único, não por ser um “restaurante chique”, mas porque cada um era irrepetível e com uma esquizofrenia entre quem desejava ardentemente viver e a paragem do tempo.
Lembra-te que a vida é uma viagem e nunca é como começa, de que não vale apena dar atenção a remorsos insignificantes para toques de alma e mais importante, não escolher ser a mala.
Lembra-te de
como rias, e brincavas, de como falavas de tudo, só para desastrosamente disfarçares
a vontade de um beijo.
De como “aquele
mundo” era tudo, mesmo que vago e parecesse não fazer sentido, mesmo que fossem
apenas desejos ou devaneios de quem sonha, ou tolisses ditas da boca para fora.
Às vezes a vida tem destas coisas.
Lembra-te de como te fazia sentir a pele, de como te sobressaltava, do que era diferente, do que era respirar e do que era sentir.
Lembra-te, e
por favor promete que não deixas nunca essa miúda ir embora!

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